Na disciplina de Redes de Comunicação li um artigo (não lembro o autor) sobre a web como ferramenta que confere visibilidade a campos sociais que não conseguem atingir o status de pauta para a mídia. O autor falava do terceiro setor. Não é de webjornalismo que estou falando, mas de algo interessante: a visibilidade sem interferência da imprensa. Achei interessante compartilhar com os colegas a notícia abaixo, da EFE:
O governo australiano lançou nesta terça-feira (9) no YouTube uma campanha pela erradicação da caça de baleias por parte do Japão, em uma campanha dirigida às crianças nipônicas.
Com legendas em japonês, o vídeo mostra imagens de baleias em alto mar e o ministro do Meio Ambiente australiano, Malcolm Turnbull, falando com crianças de seu país. Elas defendem que Japão pare de caçar cetáceos para programas científicos.
"Poderia imaginar o planeta sem estas magníficas criaturas?", questiona Turnbull, no vídeo. Ele pede a todos os países, "incluindo os nossos amigos japoneses", que ponham fim a qualquer iniciativa de continuar capturando baleias Veja o vídeo aqui.
O ministro defende que o assunto seja debatido pela opinião pública e pela CIB (Comissão Internacional da Baleia). A entidade solicitou no último mês de junho que o Japão suspenda seu programa de "capturas com fins científicos".
A Noruega é o único país do mundo que permite a pesca comercial de cetáceos, porém Japão e Islândia caçam mais de 2.000 baleias por ano para fins científicos, segundo organizações de ecologistas.
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Credibilidade do jornalismo online
Uma das discussões mais fortes quando o assunto é jornalismo online fica em torno da credibilidade das informações. Alguns sites e portais ficaram "tachados" de inconfiáveis no meio jornalístico devido a alguns lapsos que costumam ocorrer, na priorização do fator novidade diante do assunto em si. É comum ouvir no meio jornalístico frases do tipo: "ninguém chupa o site tal".
Entretanto, pesquisas sobre a credibilidade das informações e, principalmente, sobre a veracidade das notícias veiculadas na mídia online já estão sendo realizadas. Se no meio jornalístico existe grande desconfiança diante das informações disponíveis na rede, os leitores parecem não ter a mesma impressão.Uma pesquisa realizada pela Universidade do Missouri, nos Estados Unidos, aponta que praticamente três quartos dos leitores confiam da mesma forma nas notícias online em relação às de mídia impressa. O estudo foi divulgado durante encontro da Associated Press Managing Editors em Washington, no dia 5 de outubro último. Em torno de 300 leitores e 660 editores de diários americanos responderam à pesquisa.
Outros pontos foram pesquisados no estudo, como a questão da identificação da fonte. Neste quesito, ocorre divergência entre editores e leitores. Enquanto os primeiros querem a identificação de todos que opinam na mídia online, interagindo no meio jornalístico, os leitores preferem o anonimato.
Mais dados sobre o estudo, confira no site Observatório da Imprensa
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=454MON011
Entretanto, pesquisas sobre a credibilidade das informações e, principalmente, sobre a veracidade das notícias veiculadas na mídia online já estão sendo realizadas. Se no meio jornalístico existe grande desconfiança diante das informações disponíveis na rede, os leitores parecem não ter a mesma impressão.Uma pesquisa realizada pela Universidade do Missouri, nos Estados Unidos, aponta que praticamente três quartos dos leitores confiam da mesma forma nas notícias online em relação às de mídia impressa. O estudo foi divulgado durante encontro da Associated Press Managing Editors em Washington, no dia 5 de outubro último. Em torno de 300 leitores e 660 editores de diários americanos responderam à pesquisa.
Outros pontos foram pesquisados no estudo, como a questão da identificação da fonte. Neste quesito, ocorre divergência entre editores e leitores. Enquanto os primeiros querem a identificação de todos que opinam na mídia online, interagindo no meio jornalístico, os leitores preferem o anonimato.
Mais dados sobre o estudo, confira no site Observatório da Imprensa
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=454MON011
Portal da Univates veicula matéria do Lambida
Esta foi veiculada no site da Univates: "Os acadêmicos do Curso de Jornalismo da Univates, na disciplina de Linguagens dos Meios Digitais I, criaram o blog "Lambida Digital". Trata-se de um blog de caráter aberto, mas com perfil jornalístico. O objetivo é aplicar, na prática, os conhecimentos que são construídos em sala de aula, por meio de aporte teórico, discussões e exercícios práticos. Mais que isso, o blog funciona como mecanismo de construção de conhecimento. "No início, foram permitidos comentários anônimos, e como esses comentários são da ordem de opinião, foi decidida a disponibilização de enquete, perguntando se devemos seguir aceitando comentários anônimos. O mecanismo foi criado para que os acadêmicos pudessem exercitar o que estão aprendendo em sala de aula, ou seja, jornalismo digital", conta o professor da disciplina, Demétrio Soster. Outro atrativo importante do blog é a bibliografia sugerida, rica em indicações e links que podem vir a ser úteis aos alunos. Estão matriculados na disciplina 18 alunos, que participam por meio de postagens. Os demais alunos da Instituição têm acesso por meio de comentários aos posts".
terça-feira, 9 de outubro de 2007
Lambida Digital está na mídia impressa
domingo, 7 de outubro de 2007
Feeds no Lambida Digital
Eu de novo, moçada.
Se vocês reparem, logo acima, junto à barra de ferramentas do navegador do Lambida, há um ícone cor de laranja chamado Feeds, com o seguinte símbolo:
O feed é um conteúdo freqüentemente atualizado e publicado por um site. Usualmente é utilizado em sites de notícias e blogs, mas também serve para distribuir outros tipos de conteúdo digital como imagens, áudio e vídeo. Os feeds podem ser usados, ainda, para transmitir um conteúdo de áudio (MP3), que se pode ouvir no computador ou no MP3 Player. São os tais podcastings.
Os formatos mais comuns dos Feeds são RSS e Atom. RSS significa Really Simple Syndication (agregação realmente simples) e é usado para descrever a tecnologia usada na criação de feeds. Todos os formatos de feeds da Web são baseados no XML (Extensible Markup Language), uma linguagem de computador baseada em texto e usada para descrever e distribuir dados e documentos estruturados.
Bueno, dito isso, quem quiser que seus site, blog ou não, feeds deve proceder da seguinte forma:
1. Abra o site do FeedBurner
2. Na primeira tela, insira a URL de seu site;
3. Siga os passos solicitados. A interface é bem amigável.
5. O ícone Feeds aparecerá na barra de ferramentas quando você acessá-lo.
Calma aí que tem mais.
Também é bacana instalar no computador um leitor de Feeds, que nada mais é que outro programa que permite ficarmos atualizarmos quanto às novidades nos demais sites. Lembram daquela caixinha que parece sempre em meu computador no canto inferior direito da tela durante as aulas? Pois é isso que a ferramenta faz. No caso daquela, chama-se Feedreader, é bem eficiente e já foi sugerida pelo Lucas em um post do dia 21 de setembro (vamos começar a usar os marcadores nas postagens, moçada...).
Com isso, sempre que se visitar um novo site, e este nos interessar, basta ver se disponibiliza feeds; clicar no ícone laranja, copiar a URL do .xml e pronto: toda a vez que uma nova notícia for atualizada saberemos por meio de um resumo dela na tela. Ou seja, estaremos facilmente atualizados quanto às últimas notícias.
Se vocês reparem, logo acima, junto à barra de ferramentas do navegador do Lambida, há um ícone cor de laranja chamado Feeds, com o seguinte símbolo:

O feed é um conteúdo freqüentemente atualizado e publicado por um site. Usualmente é utilizado em sites de notícias e blogs, mas também serve para distribuir outros tipos de conteúdo digital como imagens, áudio e vídeo. Os feeds podem ser usados, ainda, para transmitir um conteúdo de áudio (MP3), que se pode ouvir no computador ou no MP3 Player. São os tais podcastings.
Os formatos mais comuns dos Feeds são RSS e Atom. RSS significa Really Simple Syndication (agregação realmente simples) e é usado para descrever a tecnologia usada na criação de feeds. Todos os formatos de feeds da Web são baseados no XML (Extensible Markup Language), uma linguagem de computador baseada em texto e usada para descrever e distribuir dados e documentos estruturados.
Bueno, dito isso, quem quiser que seus site, blog ou não, feeds deve proceder da seguinte forma:
1. Abra o site do FeedBurner
2. Na primeira tela, insira a URL de seu site;
3. Siga os passos solicitados. A interface é bem amigável.
5. O ícone Feeds aparecerá na barra de ferramentas quando você acessá-lo.
Calma aí que tem mais.
Também é bacana instalar no computador um leitor de Feeds, que nada mais é que outro programa que permite ficarmos atualizarmos quanto às novidades nos demais sites. Lembram daquela caixinha que parece sempre em meu computador no canto inferior direito da tela durante as aulas? Pois é isso que a ferramenta faz. No caso daquela, chama-se Feedreader, é bem eficiente e já foi sugerida pelo Lucas em um post do dia 21 de setembro (vamos começar a usar os marcadores nas postagens, moçada...).
Com isso, sempre que se visitar um novo site, e este nos interessar, basta ver se disponibiliza feeds; clicar no ícone laranja, copiar a URL do .xml e pronto: toda a vez que uma nova notícia for atualizada saberemos por meio de um resumo dela na tela. Ou seja, estaremos facilmente atualizados quanto às últimas notícias.
O Paradoxo da Espera do Ônibus
Seguinte, moçada: não é jornalismo, mas faço questão de postar o "O paradoxo..." porque conheci o Gabriel quando ele começou, ainda no ABC Domingo (está na Zero Hora, agora), e com quem pude criar algumas páginas muuuuito legais, e para além destas. Prestem atenção neste nome. Nós ainda ouviremos falar muito dele. Em tempo: o Gabriel se confunde com seu personagem. Forma e conteúdo. Só não sei qual é o melhor.
Blogs dos pesquisadores em comunicação
Moçada, dentro do que conversamos na aula passada - blogs, blogosfera etc. - sugiro a todos uma visita ao blog Monitorando, de Rogério Cristofoletti. A idéia é reunir, em um blog, por meio de um permalink, quem está pesquisando, estudando ou simplesmente freqüentando os blogs em uma perspectiva de comunicação. Deixo que ele explique os critérios para inclusão de links: "1. Tem que ser pesquisador da área da Comunicação; 2. Tem que ser blog, independente se ele trata de Comunicação. Esta lista, este post é um bumerangue. Lanço na blogosfera e não sei quando nem como ele voltará…" Um bom domingo a todos.
sexta-feira, 5 de outubro de 2007
No Brasil, quase 9 milhões lêem blogs
Uma notícia divulgada no site da IDG Now, há duas semanas, informa que quase 9 milhões de pessoas acessam e lêem blogs, de acordo com dados do Ibope/NetRatings de agosto, o que representa 46% do número de internautas ativos no mês. "Os dados mostram também que o Brasil está no patamar dos Estados Unidos e do Reino Unido, mercados em que o uso de redes sociais é maior que o de blogs, mas atrás de França e, principalmente, Japão", afirma José Calazans, analista do Ibope Inteligência.
Em agosto, de acordo com o Ibope/NetRatings, praticamente 15 milhões de usuários residenciais navegaram em Comunidades (incluindo redes sociais, bate-papos, fóruns e blogs), o que equivale a cerca de 80% do total de internautas ativos domiciliares do mês. Desses, mais de 13 milhões (70% do total de usuários) entraram em redes sociais.
A audiência de ferramentas que reúnem blogs amadores (como WordPress.com e Blogger) em geral é bastante jovem, com metade com idade inferior a 25 anos. No WordPress.com, essa audiência jovem ainda é mais acentuada e chega a ser até mais de 50%.
Ao realizar as buscas, os jovens acabam caindo em páginas amadoras, mesmo que essas fontes não usufruam da mesma credibilidade do jornalismo tradicional. "E sabe os que eles buscam, além de temas humorísticos e pornográficos? Resolver seus problemas com trabalhos escolares, pegar música distribuída na rede, informações sobre como usar o eMule, como baixar um programa que consiga desbloquear o celular para usar em outra operadora e por aí vai", salienta Calazans.
Em agosto, de acordo com o Ibope/NetRatings, praticamente 15 milhões de usuários residenciais navegaram em Comunidades (incluindo redes sociais, bate-papos, fóruns e blogs), o que equivale a cerca de 80% do total de internautas ativos domiciliares do mês. Desses, mais de 13 milhões (70% do total de usuários) entraram em redes sociais.
A audiência de ferramentas que reúnem blogs amadores (como WordPress.com e Blogger) em geral é bastante jovem, com metade com idade inferior a 25 anos. No WordPress.com, essa audiência jovem ainda é mais acentuada e chega a ser até mais de 50%.
Ao realizar as buscas, os jovens acabam caindo em páginas amadoras, mesmo que essas fontes não usufruam da mesma credibilidade do jornalismo tradicional. "E sabe os que eles buscam, além de temas humorísticos e pornográficos? Resolver seus problemas com trabalhos escolares, pegar música distribuída na rede, informações sobre como usar o eMule, como baixar um programa que consiga desbloquear o celular para usar em outra operadora e por aí vai", salienta Calazans.
Mulher é Multada em R$ 400 Mil por Pirataria na Web
Fonte: Terra
A indústria fonográfica americana ganhou nesta quinta-feira uma de suas maiores batalhas na luta contra a pirataria de músicas pela Internet. Um tribunal do estado de Minnesota decidiu que Jammie Thomas, uma mãe solteira de 32 anos, deverá pagar uma multa de US$ 220 mil (R$ 400 mil) por ter baixado e compartilhado ilegalmente 24 músicas usando a rede de computadores.. Saiba mais.

Você achava que era hora de aposentar o vinil?
Achei interessante dividir essa notícia com os colegas, até porque a questão dos direitos autorais já foi amplamente discutida nas nossas aulas. Há alguns posts atrás, inclusive, um texto que não informava o autor acabou sendo removido pelo nosso glorioso professor (sim, estou precisando de nota). Até que ponto devemos nos preocupar com isso? Você, que nesse momento lê esse blog e escuta o último do Foo Fighters que ainda nem chegou nas lojas.. que tal comprometer o seu salário para o resto da vida, simplesmente porque você fez alguns ingênuos downloads?
Diga-se de passagem o último do Foo Fighters é ótimo!
PS: a dica de post foi da nossachatonilda querida colega Elise. A Malvinha.
A indústria fonográfica americana ganhou nesta quinta-feira uma de suas maiores batalhas na luta contra a pirataria de músicas pela Internet. Um tribunal do estado de Minnesota decidiu que Jammie Thomas, uma mãe solteira de 32 anos, deverá pagar uma multa de US$ 220 mil (R$ 400 mil) por ter baixado e compartilhado ilegalmente 24 músicas usando a rede de computadores.. Saiba mais.
Você achava que era hora de aposentar o vinil?
Achei interessante dividir essa notícia com os colegas, até porque a questão dos direitos autorais já foi amplamente discutida nas nossas aulas. Há alguns posts atrás, inclusive, um texto que não informava o autor acabou sendo removido pelo nosso glorioso professor (sim, estou precisando de nota). Até que ponto devemos nos preocupar com isso? Você, que nesse momento lê esse blog e escuta o último do Foo Fighters que ainda nem chegou nas lojas.. que tal comprometer o seu salário para o resto da vida, simplesmente porque você fez alguns ingênuos downloads?
Diga-se de passagem o último do Foo Fighters é ótimo!
PS: a dica de post foi da nossa
Sem furar o impresso?!
Quero convidá-los para uma análise do novo site da Zero Hora. Desde que foi ao ar, tenho observado as informações e a forma como vêm sendo veiculadas em zerohora.com. Não pude atentar para todas as edições impressas para fazer uma comparação perfeita, sem equívocos, mas não percebi aquilo que nossa turma esperava: um grande furo no impresso.
Confesso que estou achando a página muito bonita, esteticamente falando, mas o conteúdo me parece muito similar ao do ClicRbs, sem grandes novidades. Não vi nenhuma notícia ou reportagem relevante - e que não tenha saído nos outros portais ou sites de notícias - sendo veiculado por zerohora.com antes de ser publicado na Zero Hora.
Não quero cometer injustiças, por isso peço que os colegas que também estão fazendo esse comparativo para que dêem sua opinião sobre o que está sendo feito no site.
Confesso que estou achando a página muito bonita, esteticamente falando, mas o conteúdo me parece muito similar ao do ClicRbs, sem grandes novidades. Não vi nenhuma notícia ou reportagem relevante - e que não tenha saído nos outros portais ou sites de notícias - sendo veiculado por zerohora.com antes de ser publicado na Zero Hora.
Não quero cometer injustiças, por isso peço que os colegas que também estão fazendo esse comparativo para que dêem sua opinião sobre o que está sendo feito no site.
Os blogs e o alargamento do campo jornalístico
Palestra de Marcos Palácios, proferida na UnB, sobre "Os blogs e o alargamento do campo jornalístico". Tem a ver com a aula desta sexta-feira, 5 de outubro.
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Publicidade em alta estimula conteúdo gratuito
O jornalismo está começando a dar mais lucro na rede. Dados divulgados pela Associação de Jornais da América mostram que os anúncios online em sítios de jornais tiveram um aumento de 19,3% no segundo trimestre deste ano, numa comparação com o mesmo período no ano anterior.
A partir desta constatação, muitas páginas da internet estão optando por oferecer conteúdo gratuito a fim de atrair mais audiência e, por conseqüência, ainda mais anunciantes.
A New York Times Co. encerrou na última semana de setembro o seu serviço pago TimesSelect, e tornará a maior parte do conteúdo do site disponível gratuitamente. O serviço custava US$ 49,95 por ano e contava com quase 800 mil clientes. O WSJ Online, outro jornal que possui atualmente um milhão de assinantes, também está inclinado a tornar o seu site gratuito, mas ainda não tomou a deciso final.
A notícia foi divulgada no Observatório da Imprensa, no dia 2 de outubro. Veja em http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=453MON008
A partir desta constatação, muitas páginas da internet estão optando por oferecer conteúdo gratuito a fim de atrair mais audiência e, por conseqüência, ainda mais anunciantes.
A New York Times Co. encerrou na última semana de setembro o seu serviço pago TimesSelect, e tornará a maior parte do conteúdo do site disponível gratuitamente. O serviço custava US$ 49,95 por ano e contava com quase 800 mil clientes. O WSJ Online, outro jornal que possui atualmente um milhão de assinantes, também está inclinado a tornar o seu site gratuito, mas ainda não tomou a deciso final.
A notícia foi divulgada no Observatório da Imprensa, no dia 2 de outubro. Veja em http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=453MON008
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
Estamos mudando a escrita da história?
A questão tangenciou meu raciocínio enquanto relia o artigo “Webjornalismo de Terceira Geração: continuidades e rupturas no jornalismo desenvolvido para a web”, da pesquisadora Luciana Mielniczuk. Ela aborda, partindo das seis categorias de análise do webjornalismo, (hipertextualidade, interatividade, multimidialidade, personalização, memória e atualização continua) o que é continuísmo e o que é novidade na terceira geração do jornalismo on-line. E dentre essas categorias, o conceito de memória é uma das rupturas mais importantes na passagem da segunda pra terceira geração, porque altera as estruturas de outros campos do saber. Diz a autora: “o jornalismo, pela primeira vez, possui uma memória múltipla, instantânea e cumulativa”.
A história nasce com o surgimento da escrita, aprendemos ainda no primário. Isso porque a partir de 4 mil anos a.C., a interpretação dos acontecimentos passados passam a basear-se estritamente em documentos escritos. A partir do século XVIII a história passa a ser interpretada, escrita e repassada com base nos jornais. Bom, aí já nos perdemos nas instâncias subjetivadoras da escrita histórica. Os historiadores deveriam fazer a análise do discurso do meio de comunicação, para que os estudiosos fizessem a análise do discurso dos historiadores. Impossível.
Com a memória cumulativa do jornalismo on-line, creio que as coisas podem mudar, algumas pra melhor outras pra pior. Em primeiro lugar é impossível pensar que o webjornal não vai servir de base para a construção da nossa história contemporânea, até porque a história já está sendo escrita através dos artigos de opinião, e da própria opinião pública. Creio que vai haver mais crítica a esse processo de escrita histórica, porque os historiadores serão também o próprio senso comum. Quem se disporia há, num belo sábado de sol, enfrentar o arquivo público de um grande jornal para ver o que foi noticiado há cem ou duzentos anos? E as traças? A memória agora está disponível, o estudante vai ler no seu livro didático daqui há vinte anos que o presidente Lula adotou a política da demagogia, mas vai achar notícias em um site que vão dizer que na verdade o presidente governou pra todas as classes sociais.
Considerando a criticidade como um ponto positivo, creio que a velocidade da publicação da informação, que desconsidera a consulta a múltiplas fontes e a qualidade da informação, pode tornar questionável este conteúdo que virá a se tornar memória. Deste ponto, também a escrita da história pode se tornar questionável, não obstante o fato de que jornais impressos vão continuar servindo de balizadores. Mas jornais impressos valem-se muito de conteúdos de webjornais.
Outro aspecto que considero relevante é que, assim como a relação temporal fato-notícia diminui com o webjornal, também diminuirá o distanciamento histórico que a sociedade precisa ter de certo fato para assumí-lo como histórico. Porque o próprio termo memória nos conduz a escrita da história. Outros aspectos relevantes surgem desta questão, que poderia certamente transformar-se em afirmação. O webjornalismo está sim alterando a maneira de escrever a história.
Indico “História e Memória”, do medievalista Jacques Le Goff, para quem quiser saber mais sobre processo de escrita da história.
A história nasce com o surgimento da escrita, aprendemos ainda no primário. Isso porque a partir de 4 mil anos a.C., a interpretação dos acontecimentos passados passam a basear-se estritamente em documentos escritos. A partir do século XVIII a história passa a ser interpretada, escrita e repassada com base nos jornais. Bom, aí já nos perdemos nas instâncias subjetivadoras da escrita histórica. Os historiadores deveriam fazer a análise do discurso do meio de comunicação, para que os estudiosos fizessem a análise do discurso dos historiadores. Impossível.
Com a memória cumulativa do jornalismo on-line, creio que as coisas podem mudar, algumas pra melhor outras pra pior. Em primeiro lugar é impossível pensar que o webjornal não vai servir de base para a construção da nossa história contemporânea, até porque a história já está sendo escrita através dos artigos de opinião, e da própria opinião pública. Creio que vai haver mais crítica a esse processo de escrita histórica, porque os historiadores serão também o próprio senso comum. Quem se disporia há, num belo sábado de sol, enfrentar o arquivo público de um grande jornal para ver o que foi noticiado há cem ou duzentos anos? E as traças? A memória agora está disponível, o estudante vai ler no seu livro didático daqui há vinte anos que o presidente Lula adotou a política da demagogia, mas vai achar notícias em um site que vão dizer que na verdade o presidente governou pra todas as classes sociais.
Considerando a criticidade como um ponto positivo, creio que a velocidade da publicação da informação, que desconsidera a consulta a múltiplas fontes e a qualidade da informação, pode tornar questionável este conteúdo que virá a se tornar memória. Deste ponto, também a escrita da história pode se tornar questionável, não obstante o fato de que jornais impressos vão continuar servindo de balizadores. Mas jornais impressos valem-se muito de conteúdos de webjornais.
Outro aspecto que considero relevante é que, assim como a relação temporal fato-notícia diminui com o webjornal, também diminuirá o distanciamento histórico que a sociedade precisa ter de certo fato para assumí-lo como histórico. Porque o próprio termo memória nos conduz a escrita da história. Outros aspectos relevantes surgem desta questão, que poderia certamente transformar-se em afirmação. O webjornalismo está sim alterando a maneira de escrever a história.
Indico “História e Memória”, do medievalista Jacques Le Goff, para quem quiser saber mais sobre processo de escrita da história.
TV Digital: Globo larga na frente
Apesar de a televisão digital só entrar no ar no dia dois de dezembro, a Rede Globo já está produzindo sua nova novela das oito no padrão digital. Duas Caras está entrando para a história da televisão brasileira como a primeira telenovela a ser rodada no novo formato.
Mas, quando a TV digital estrear, em dezembro, somente cerca de mil pessoas poderão assistir à novela com qualidade digital, conforme revelou Virgílio Amaral, diretor de Estratégia e Tecnologia da TVA à Folha Online. Isso porque para receber a imagem no novo padrão, os televisores atuais precisarão ser adaptados ou novos aparelhos precisarão ser comprados. Os valores dos conversores, que permitem assistir ao padrão digital nos televisores atuais, ainda não foram confirmados, mas devem oscilar entre R$ 200,00 e R$ 800,00. Já os televisores totalmente digitais passam dos R$ 7 mil.
Segundo o Ministério das Comunicações, a televisão digital deve estrear apenas em São Paulo e região metropolitana. Em 2008, também devem receber o sinal o Rio de Janeiro e Belo Horizonte. As estimativas são de que, até 2013, todos os municípios brasileiros estejam recebendo o novo padrão.
Mas, quando a TV digital estrear, em dezembro, somente cerca de mil pessoas poderão assistir à novela com qualidade digital, conforme revelou Virgílio Amaral, diretor de Estratégia e Tecnologia da TVA à Folha Online. Isso porque para receber a imagem no novo padrão, os televisores atuais precisarão ser adaptados ou novos aparelhos precisarão ser comprados. Os valores dos conversores, que permitem assistir ao padrão digital nos televisores atuais, ainda não foram confirmados, mas devem oscilar entre R$ 200,00 e R$ 800,00. Já os televisores totalmente digitais passam dos R$ 7 mil.
Segundo o Ministério das Comunicações, a televisão digital deve estrear apenas em São Paulo e região metropolitana. Em 2008, também devem receber o sinal o Rio de Janeiro e Belo Horizonte. As estimativas são de que, até 2013, todos os municípios brasileiros estejam recebendo o novo padrão.
Última Hora está na rede
Por meio do Guilherme Póvoas, colega de redação no Jornal VS, de São Leopoldo, onde também trabalho, acabo de saber que o arquivo do jornal Última Hora se encontra disponível da rede. Trata-se de um jornal por demais importante em nossa história evolutiva, e não apenas porque foi um dos primeiros a se valerem de cor na capa em termos de Brasil. Assim como o Última Hora, há outros veículos - jornais, revistas, programas de rádio e tevê - importantes disponíveis em dígitos, sejam eles impressos ou não. É o caso da lendária O Cruzeiro; Careta, Revista do Globo, para ficarmos em três. O que nos ajuda a entender a amplitude que o ítem memória possui quando vista como uma das características constitutivas do webjornalismo.
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Transposição de linguagem na web
Nesta tarde uma manchete chamou minha atenção. Notícia veiculada hoje na Folha sobre hackers que teriam invadido a página da emissora TV Record carregava a seguinte expressão: “Pirata virtual invade site da Record e faz pichação”.
Pichar significa “Escrever em muros, paredes, postes, etc”* geralmente utilizado num sentido pejorativo. O prato do dia é: o que vocês acham da transposição de expressões do mundo real para o mundo “virtual”?
*Dicionário capenga, feio e velho, mas muito útil na minha vida – Soares Amora – editora Saraiva.
Pichar significa “Escrever em muros, paredes, postes, etc”* geralmente utilizado num sentido pejorativo. O prato do dia é: o que vocês acham da transposição de expressões do mundo real para o mundo “virtual”?
*Dicionário capenga, feio e velho, mas muito útil na minha vida – Soares Amora – editora Saraiva.
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
Novas Mídias
Segue trecho retirado do site observatório da imprensa (Gabriela da Silva Zago em 25/9/2007) Jornalismo em microblogs
O Twitter é um microblog. Um microblog é uma ferramenta que permite atualizações rápidas e curtas e, se possível, a partir de uma multiplicidade de suportes diferentes. É possível atualizar o Twitter, por exemplo, pela web, por instant messaging (IM), ou até pelo celular – por short message service (SMS) ou internet móvel. Há outras ferramentas de microblog na web, como o Pownce e o Jaiku, mas o interessante do Twitter é a limitação de espaço. As micropostagens não podem ultrapassar 140 caracteres (é o mesmo tamanho máximo para o envio de uma mensagem de celular por SMS).
O Twitter existe desde o ano passado. Criado em março de 2006 e tornado público em agosto do mesmo ano pela Obvious, o Twitter teve um crescimento rápido ao redor do mundo. No Brasil, o site começou a se tornar popular no começo de 2007. E, desde então, muitos usos criativos têm sido observados por parte dos brasileiros no Twitter.
A idéia original do Twitter é a de se postar o que se está fazendo no momento. O tamanho reduzido da postagem, aliado à multiplicidade de modos de se poder atualizar, poderia levar a uma prática que beirasse ao voyeurismo. Poderia. Entretanto, a parte mais interessante do Twitter é o fato de que seus usuários têm se apropriado da ferramenta para fazer usos interessantes do sistema. Um desses exemplos é o uso do Twitter como ferramenta jornalística.
Um breve "alerta"
Desde o final de agosto, está no ar o ReporTwitters, um site dedicado a jornalistas que queiram utilizar o Twitter como ferramenta de trabalho. A idéia é mostrar os bastidores da produção da notícia através do Twitter, ou então usar o próprio Twitter como meio para encontrar e entrevistar fontes espalhadas pelo mundo.
Empresas jornalísticas que já utilizam o Twitter para transmitir notícias incluem o New York Times, a CNN nos Estados Unidos, e o BBC Brasil e iG, no Brasil.
Breve dica para as novas tendências de tecnologia da informação.
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=452ENO001
O Twitter é um microblog. Um microblog é uma ferramenta que permite atualizações rápidas e curtas e, se possível, a partir de uma multiplicidade de suportes diferentes. É possível atualizar o Twitter, por exemplo, pela web, por instant messaging (IM), ou até pelo celular – por short message service (SMS) ou internet móvel. Há outras ferramentas de microblog na web, como o Pownce e o Jaiku, mas o interessante do Twitter é a limitação de espaço. As micropostagens não podem ultrapassar 140 caracteres (é o mesmo tamanho máximo para o envio de uma mensagem de celular por SMS).
O Twitter existe desde o ano passado. Criado em março de 2006 e tornado público em agosto do mesmo ano pela Obvious, o Twitter teve um crescimento rápido ao redor do mundo. No Brasil, o site começou a se tornar popular no começo de 2007. E, desde então, muitos usos criativos têm sido observados por parte dos brasileiros no Twitter.
A idéia original do Twitter é a de se postar o que se está fazendo no momento. O tamanho reduzido da postagem, aliado à multiplicidade de modos de se poder atualizar, poderia levar a uma prática que beirasse ao voyeurismo. Poderia. Entretanto, a parte mais interessante do Twitter é o fato de que seus usuários têm se apropriado da ferramenta para fazer usos interessantes do sistema. Um desses exemplos é o uso do Twitter como ferramenta jornalística.
Um breve "alerta"
Desde o final de agosto, está no ar o ReporTwitters, um site dedicado a jornalistas que queiram utilizar o Twitter como ferramenta de trabalho. A idéia é mostrar os bastidores da produção da notícia através do Twitter, ou então usar o próprio Twitter como meio para encontrar e entrevistar fontes espalhadas pelo mundo.
Empresas jornalísticas que já utilizam o Twitter para transmitir notícias incluem o New York Times, a CNN nos Estados Unidos, e o BBC Brasil e iG, no Brasil.
Breve dica para as novas tendências de tecnologia da informação.
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=452ENO001
Espelho virtual
Um programa desenvolvido por pesquisadores chilenos é capaz de reconhecer emoções e estado de ânimo através do computador. A partir do processamento de imagens captadas por uma webcam, o usuário pode ter noção da pessoa fotografada quanto a ternura, tristeza, alegria, surpresa, medo, repulsa e neutralidade. Além disso, pode-se perceber se a pessoa está resignada, ressentida, tranqüila ou ambiciosa.
O programa base-ase em uma base de dados de milhões de fotos, das mais diversas etnias, culturas e gêneros. A previsão de acerto está em 71%, segundo Edmundo Leiva, um dos engenheiros do projeto. O programa pode ser utilizado para verificar reações em salas de bate-papo, jogos e sistemas de mensagens instantâneas.
Se o programa se desenvolver em larga escala e for aperfeiçoado, poderemos utilizá-lo em sites de jornalismo para conhecer o efeito de reportagens sobre o público. Tá aí a tecnologia aliada ao jornalismo mais uma vez!
Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/s/afp/070928/saude/tec_chile_tecnologia
O programa base-ase em uma base de dados de milhões de fotos, das mais diversas etnias, culturas e gêneros. A previsão de acerto está em 71%, segundo Edmundo Leiva, um dos engenheiros do projeto. O programa pode ser utilizado para verificar reações em salas de bate-papo, jogos e sistemas de mensagens instantâneas.
Se o programa se desenvolver em larga escala e for aperfeiçoado, poderemos utilizá-lo em sites de jornalismo para conhecer o efeito de reportagens sobre o público. Tá aí a tecnologia aliada ao jornalismo mais uma vez!
Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/s/afp/070928/saude/tec_chile_tecnologia
Estudo aponta descompasso entre jornalistas e leitores
Esta notícia tenho certeza que é de nosso interesse. Parece um texto grande, como já discutimos em aula, mas o conteúdo é importante para a nossa profissão.
"Pesquisa nos EUA mostra que 70% dos artigos selecionados em sites vieram de blogs
BBC
Reprodução
Sites como Digg.com têm notícias selecionadas por internautas
NOVA YORK - A seleção de notícias feita diretamente por leitores seria radicalmente diferente daquela produzida por jornalistas. É a conclusão de um estudo norte-americano que comparou as manchetes publicadas pela imprensa tradicional com as escolhidas em três diferentes canais controlados por usuários de internet.
A pesquisa, conduzida por um núcleo do instituto US Pew Research, comparou reportagens durante sete dias. Os resultados são de interesse tanto de editores de conteúdo jornalístico quanto dos chamados cidadãos-repórteres.
O estudo foi encomendado pelo Project for Excellence in Journalism e fez um raio-X das notícias publicadas na última semana de junho.
A comparação foi feita entre as manchetes de 48 veículos da grande mídia (incluindo TV, rádio e jornais online) e as de três canais feitos por leitores - Reddit, Digg e Del.icio.us.
A descoberta: o interesse dos usuários foi consideravelmente diferente do hierarquizado pelos jornalistas tradicionais. Sete entre dez notícias selecionadas por leitores vieram de blogs ou sites não-jornalísticos. Apenas 5% dos artigos escolhidos estavam entre as dez notícias mais divulgadas pela grande imprensa.
"Usuários gravitam em torno de histórias mais ecléticas. Há a sensação de que leitores peneiram as informações cruas; rumores, fofocas, propaganda e notícias ficam todos misturadas no bolo", afirmou Tom Rosenstiel, um dos autores do estudo.
Em semana dominada por artigos sobre o Iraque e debate sobre imigração, leitores se interessaram mais pelo lançamento do iPhone e a notícia de que a Nintendo havia ultrapassado a Sony em relevância.
No geral, 40% das histórias mais populares do Digg e do Del.icio.us eram relacionadas a tecnologia, seguidas das notícias sobre estilo de vida.
Cidadãos-editores
Uma das maiores diferenças notadas pelos pesquisadores foi a ênfase colocada sobre uma história específica. Enquanto a grande mídia tende a republicar a mesma história com ângulos diferentes a cada dia, leitores preferem mergulhar em uma variedade de tópicos.
"Ficou a sensação de que eles querem saber pouco sobre muitas coisas", disse Rosenstiel.
Mas editores de conteúdo jornalístico não devem fechar seus notebooks e abandonar as canetas. O estudo mostra também que as agências de notícias tradicionais ainda representam um quarto do conteúdo de sites feitos por usuários. Na outra ponta, apenas 1% das notícias selecionadas são conteúdo original.
"Isso sugere que as pessoas estão reorganizando as notícias de acordo com o estilo do jornalismo participativo, em vez da hierarquia dada por editores", afirmou o pesquisador. "Esses sites oferecem uma nova visão sobre as reportagens, mas não quer dizer que o jornalismo tradicional tenha se tornado irrelevante. Está em formação na sociedade um segundo nível de conversa sobre as notícias.""
"Pesquisa nos EUA mostra que 70% dos artigos selecionados em sites vieram de blogs
BBC
Reprodução
Sites como Digg.com têm notícias selecionadas por internautas
NOVA YORK - A seleção de notícias feita diretamente por leitores seria radicalmente diferente daquela produzida por jornalistas. É a conclusão de um estudo norte-americano que comparou as manchetes publicadas pela imprensa tradicional com as escolhidas em três diferentes canais controlados por usuários de internet.
A pesquisa, conduzida por um núcleo do instituto US Pew Research, comparou reportagens durante sete dias. Os resultados são de interesse tanto de editores de conteúdo jornalístico quanto dos chamados cidadãos-repórteres.
O estudo foi encomendado pelo Project for Excellence in Journalism e fez um raio-X das notícias publicadas na última semana de junho.
A comparação foi feita entre as manchetes de 48 veículos da grande mídia (incluindo TV, rádio e jornais online) e as de três canais feitos por leitores - Reddit, Digg e Del.icio.us.
A descoberta: o interesse dos usuários foi consideravelmente diferente do hierarquizado pelos jornalistas tradicionais. Sete entre dez notícias selecionadas por leitores vieram de blogs ou sites não-jornalísticos. Apenas 5% dos artigos escolhidos estavam entre as dez notícias mais divulgadas pela grande imprensa.
"Usuários gravitam em torno de histórias mais ecléticas. Há a sensação de que leitores peneiram as informações cruas; rumores, fofocas, propaganda e notícias ficam todos misturadas no bolo", afirmou Tom Rosenstiel, um dos autores do estudo.
Em semana dominada por artigos sobre o Iraque e debate sobre imigração, leitores se interessaram mais pelo lançamento do iPhone e a notícia de que a Nintendo havia ultrapassado a Sony em relevância.
No geral, 40% das histórias mais populares do Digg e do Del.icio.us eram relacionadas a tecnologia, seguidas das notícias sobre estilo de vida.
Cidadãos-editores
Uma das maiores diferenças notadas pelos pesquisadores foi a ênfase colocada sobre uma história específica. Enquanto a grande mídia tende a republicar a mesma história com ângulos diferentes a cada dia, leitores preferem mergulhar em uma variedade de tópicos.
"Ficou a sensação de que eles querem saber pouco sobre muitas coisas", disse Rosenstiel.
Mas editores de conteúdo jornalístico não devem fechar seus notebooks e abandonar as canetas. O estudo mostra também que as agências de notícias tradicionais ainda representam um quarto do conteúdo de sites feitos por usuários. Na outra ponta, apenas 1% das notícias selecionadas são conteúdo original.
"Isso sugere que as pessoas estão reorganizando as notícias de acordo com o estilo do jornalismo participativo, em vez da hierarquia dada por editores", afirmou o pesquisador. "Esses sites oferecem uma nova visão sobre as reportagens, mas não quer dizer que o jornalismo tradicional tenha se tornado irrelevante. Está em formação na sociedade um segundo nível de conversa sobre as notícias.""
Que momento!

A foto, da Elise Bozzetto, registra nossas atividades da aula passada na disciplina de Linguagens dos Meios Digitais I - dia 28 de setembro, sexta -, quando aplicamos na prática alguns dos tantos conhecimentos teóricos discutidos até este momento. Ao fundo, por meio do DataShow, o Lambida Digital como suporte às discussões.
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