terça-feira, 23 de outubro de 2007

Blogs auto-sustentáveis

No BarCamp Rio. Discussões sobre velha e nova mídias deram frutos a uma das mesas mais comentadas. O debate abordou modelos de publicidade (incluindo nos meios móveis), a Internet como mídia viável, o potencial de vendas online, a relação entre empresas e consumidores (e a falta de humanização que muitas vezes ocorre com grandes companhias).

Após o almoço, Edney Souza e Alexandre Inagaki falaram sobre os primórdios da blogosfera e sobre como surgiu o Interney Blogs, rede de weblogs brasileira. Ediney falou ainda que no futuro acredita que a Blogosfera será mais fragmentada em termos de diversidade e frisou que os blogueiros que querem levar seus blogs a sério devem montar media kits. Segundo ele, "muita gente está interessada em anunciar em blogs". A discussão foi recheada com muitas participações do público e dúvidas sobre como os blogs podem atrair anunciantes.

Quando perguntado sobre os modelos adotados no portal Interney (adsense e anúncios que vêm a partir de agências), Edney falou que "adsense é calhau" e que "quem pensa em viver de adsense está indo na direção errada". Entretanto, o empreendedor disse que se o formato do adsense crescer e se tornar mais funcional, ele pode mudar seu discurso.

>>> O Google AdSense, por exemplo, exibe anúncios relacionados com o conteúdo do seu site, e você ganha dinheiro sempre que os visitantes clicam nesses anúncios. Adicionei essa informação porque eu não sabia o que era AdSense e imagino que mais gente se perguntou que diabos era isso...

Tirado do JORNALISTAS DA WEB

Os blogs agora com importância judicial...

Sorte nosso amigo ter nos abandonado. Comentários anônimos que venham a insultar, difamar ou publicar inverdades podem ser levados ao tribunal. Ao menos a jurisprudência já está criada. Uma matéria veiculada no jornal espanhol El País esta semana trouxe dois casos recentes em que comentários em blog foram parar na justiça. Os dois deram ganho de causa para as partes afetadas. O primeiro caso diz respeito a torcedores de futebol de um clube inglês que difamaram o presidente e membros do auto escalão no blog do clube, usando pseudônimos. A outra sentença condenou o dono de uma imobiliária que usou o espaço de vários blogs para criticar o seu concorrente, sempre de forma anônima.
Vejo a importância destes casos no fato de serem os carros chefes da implementação legal de assuntos relacionados à internet. Outra conseqüência que vejo nestes fatos é que conferem maior relevância e caráter de seriedade a esse espaço democrático denominado blogosfera. Após um período experimental em que comentários insignificantes eram apenas relevados ao campo da indiferença, agora começam a merecer um cuidado maior nos seus conteúdos. Afinal de contas, ser indenizado judicialmente por desaforos em um blog me parece atualmente o que há de top loser em termos de práticas ilegais.

Best of the Blogs chega à fase final

Desde segunda-feira, dia 22 de Outubro é possível votar nos finalistas da quarta edição do concurso internacional de weblogs da Deutsche Welle, o The BOBs – Best of the Blogs. São 150 os blogs nomeados nas 15 categorias do concurso (no total, chegaram à redação 7 mil sugestões).
Entre os concorrentes na categoria Melhor Weblog em português estão os brasileiros Pensar Enlouquece, Pense Nisso, Oleo do Diabo e outros. Vale a pena conferir...


Busquei essa no http://webjornalismo.blogspot.com

Neurônios e ideologia

Olá pessoal do lambida. achei este trecho que destaquei aí em baixo muito interessante na coluna do Hélio Schwartzman Bel. em filosofia e colunista das quintas-feiras no jornal on line. http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/helioschwartsman/ult510u337476.shtml
Dois exemplos banais. Considera-se "de esquerda" defender o direito ao aborto e condenar a pena de morte. Eu próprio abraço essas duas teses. Mas não é necessário PhD em Aristóteles para perceber que seria mais lógico para os que rejeitam a interrupção voluntária da gravidez atacar também a pena capital. O primado da "santidade da vida" poderia assim aparecer em toda sua amplitude.
De modo análogo, a "direita" costuma entusiasmar-se com a prerrogativa dos cidadãos de bem de andar armados e, ao mesmo tempo, opor-se à liberação das drogas. Não há muita dúvida de que a consistência estaria mais bem servida pela defesa simultânea de ambos. O que está em jogo, afinal, é a liberdade e a responsabilidade individuais, seja para defender-se de bandidos, seja para fartar-se em prazeres hedonistas, ainda que a alto preço orgânico.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

COMO É A VIDA DE UM REPÓRTER WEB

Pesquisando pelo Google encontrei esse texto que fala sobre a vida de um repórter web.

Essa é para quem gosta ou pratica o jornalismo: uma descrição - praticamente - exata do que faz um jornalista da web. E posso acrescentar, por experiência própria, que nunca um livro retratou tão bem o dia-a-dia de um webjornalista como esse! Estou falando do “Jornalismo Digital”, de Pollyana Ferrari, da Editora Contexto.

Abaixo, seguem os parágrafos em que a autora descreve a rotina de um jornalista da web. Detalhe: o último parágrafo foi o que mais me impressionou:

“…e garanto que o sufoco on-line é muito maior do que o da mídia tradicional - TV, jornais, revistas e rádio. Várias vezes ao dia começamos uma pauta do zero e também concluímos histórias inteiras em intervalos de horas ou mesmo minutos. Você percebe que está imerso no mundo virtual quando ao dirigir seu carro em direção ao supermercado, ouve pelo rádio a notícia de um acidente com um avião na pista do aeroporto, pára o carro, liga do celular para o plantonista da redação, dita a notícia que anotou naquele bloquinho sempre à mão, indica uma visita aos sites de trânsito para verificar se a área foi isolada, pede para pôr a nota no alto da tela, olhar a concorrência e preparar uns hipertextos sobre acidentes aéreos com o resumo dos mais graves nos últimos anos. Aproveita e solicita ao designer, que domina a tecnologia Flash, para criar um infográfico animado explicando o que aconteceu. E avisa que, se o assunto crescer, é só ligar que você vai correndo para a redação.

Imagine esse tipo de situação todos os dias. Você jamais se desliga do trabalho, mesmo quando está passeando no parque em pleno domingo. É um estado de alerta permanente. É viver ‘antenado’ com tudo, seja dentro do ônibus de retorno para casa ou mesmo no chopp com os amigos no sábado à noite. Isso é ser repórter web…”

Fonte: Jornalismo Digital - Pollyana Ferrari - página 14

Aproveitando: alguém ainda quer ser jornalista da web??

saindo da rotina

não só na internet, mas em qualquer atividade profissional, para fugir da rotina, temos que ser criativos.
Navegando, acessei o site http://www.naplesnews.com/weather/ porque falava em interatividade e previsão do tempo. Não sei falar e nem entendo ingles portanto ainda não sanei a minha dúvida, mas fiquei surpresa com uma novidade. No site, em vez de "caixinhas" abrindo e implorando para que cliquenos nelas, há uma animação no canto superior direito, um homem, que deve ser o Jim Syoen rindo e apontando para o link.
Achei muito legal e instigante e, portanto, sugiro que acessem. Talves vocês já tenham visto algo assim, mas eu ainda não tinha e achei bem criativo para sair da rotina.

Sem concessão?!

Colegas, dêem uma olhada no link abaixo e leiam a matéria completa de Flávio Gonçalves, no site do Sindicato dos Jornalistas do ES, sobre as concessões de canais de rádio e tv. Ele questiona que os meios de comunicação não divulguem que esses canais são concessões públicas e, portanto, pertencem ao cojunto de cidadãos brasileiros. Logo, esses mesmo cidadãos podem - e devem - avaliar as programações e reivindicar melhorias.

http://www.sindijornalistases.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=257&Itemid=65

Ele cita o caso das emissoras capixabas, muitas inclusive com as concessões vencidas e em pleno funcionamento - para rádio, a concessão vale 10 anos; para tv, 15 anos. Mas podemos trazer para a nossa realidade, já que há emissoras de tv gaúchas atuando sem a renovação da concessão. Além disso, aqui também existe a idéia de que o canal pertence de fato aos grupos que hoje comandam o cenário comunicacional, quando na verdade trata-se de uma concessão temporária.

Embora o assunto da notícia não seja webjornalismo, é sempre válido saber os debates que rolam no meio jornalístico. Vale lembrar ainda que esse cenário demonstra que mesmo com o comando das concessões, o Estado não consegue administrar seu funcionamento. Ainda bem que a web está livre disso... por enquanto.

domingo, 21 de outubro de 2007

O deitar da pirâmide

Eu de novo, moçada. Lembram que há duas, três aulas nós discutimos as mutações no modelo de narrativa jornalística, tendo por base o conceito de pirâmide deitada de João Canavilhas? E, pois. Dois posts do GJol, o mais recente de Marcos Palácios e o anterior de Suzana Barbosa, discorrem sobre o modelo de Canavilhas. Palácios faz referência ao assunto, enquanto que Suzana comenta o artigo postado há pouco mais de um mês por Paul Bradshaw, do Online Journalism Blog, propondo o seu "The News Diamond" como modelo alternativo à conhecida técnica jornalística da pirâmide.
Bueno, conforme explica Suzana em seu post, "o Bradshaw se interessou por saber mais a respeito da proposta de Canavilhas e, então, o convidou para escrever um artigo sumarizando a sua idéia. Convite aceito, e agora todos podem saber mais sobre a proposta através do blog do próprio Paul Bradshaw. O texto pode ser lido aqui". E segue: "A versão em português está disponível no livro Jornalismo digital de terceira geração [consta em nossa biblioteca, aqui mesmo no Lambida] e também no site da BOCC [idem], Biblioteca On-line de Ciências da Comunicação da Universidade da Beira Interior, já bem conhecida entre estudantes e pesquisadores brasileiros". Quanto à ilustração deste post, apropriei-me da que se encontra disponível no post da Suzana, by blog do GJol, por didática.

Comentário do professor

Pessoal, o comentário aí em cima eu postei na conta que abri no Youtube para armazenarmos nossos vídeos. O loguin de acesso e a senha são os mesmos que usamos para acessar o Lambida. Usei o Windows Movie Maker para criá-lo. Quem se habilita?

Rodrigo Amarante X Repórter

Eis aí o vídeo ao qual o Isma se teferia em seu post (http://lambidadigital.blogspot.com/2007/10/jornalismo-preguioso.html#links).

sábado, 20 de outubro de 2007

Por que complicar ?

O cidadão Ricardo Noblat tem um conceito respeitável e uma carreira jornalística extensa, porém permito-me discordar de alguns aspectos de seu comentário ao post da semana passada.
Primeira questão: Seu "blog" complica a vida dos usuários. Para comentar um assunto interessante, algo que tentei hoje pela manhã, é preciso estar cadastrado. Hora, estamos de SACO CHEIO de logins e senhas. É tanta coisa que o cara se perde, apesar de ser gratuito. Já chega senha de banco, de e-mail, de faculdade, de orkut, de blog, de "diabo a quatro".
Segunda questão: Onde estão os links para outros blogs que ele argumenta ter? Não vi nenhum na página principal, muito menos o Lambida Digital. Ah, talvez tenha que me cadastrar para conseguir acessar.
Terceira questão: O que vi hoje (20/10) foram transcrições interpretadas de assuntos já colocados em jornais. Claro que com a opinião do autor do blog, mas são assuntos, temas que podemos muito bem encontrar na página do jornal.

Este post não tem o intuito de criar atritos ou ser interpretado como um demérito, mas pretende refletir e dar uma dose (não integral) de razão ao Palácios, principalmente na questão de limitação do espaço.
Por outro lado, discordo do Palácios quando ele questiona se Noblat está fazendo blog. Claro que está, do jeito dele, mas está. Se está se limitando a usar somente algumas ferramentas, o problema é dele (Noblat). Cada um utiliza da melhor maneira.

O que interessa ?

Um dos debates que travamos na nossa aula desta sexta (19/10) foi sobre a quantidade e importância de algumas "informações jornalísticas" que estão nos sites, principalmente nas seções entituladas "você repórter".
Nem tudo interessa para todos, mas os portais estão preocupados em buscar o máximo de acessos, por isso abre-se uma janela grande. Claro que há coisas legais, bacanas e diferentes aparecendo, porém o que de fato é jornalismo? Quem faz a seleção, a triagem e a devida adequação desse assunto nos moldes jornalísticos? Ou estaríamos em processo de criação de um novo formato, mais livre, mais solto?
São perguntas que me intrigam e que certamente passam na cabeça de muitos colegas, afinal o mundo está numa transição violenta e nós jornalistas também precisamos rever alguns conceitos. É interessante olhar para nosso próprio umbigo, ver o que podemos fazer diferente e como entrar nesse mundo de metamorfoses.
Sigo um conselho do meu sábio e falecido avô, que sempre dizia: "Jamais se atirem cego numa coisa ou emitam conceitos precipitados. Tenham calma e paciência, porque o mundo não vai acabar agora". Pode parecer "careta" ou até mesmo "ultrapassado", mas no meio dessa afobação toda, é hora de RACIOCINAR.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Quem vai bater o Orkut no Brasil?

IDG Now - Publicada por Ralphe Manzoni Jr., hoje, às 17h20


Considerada uma das rainhas de Wall Street, Mary Meecker, analista do Morgan Stanley, colocou o Brasil, ao lado da Coréia do Sul, como um dos paraísos para as redes sociais, em apresentação do Web 2.0 Summit.
Os dois países foram citados como exemplos onde a penetração de internautas usando redes sociais supera a do mercado norte-americano.
Parece que o recado foi entendido pelos empresários de internet, como a Last.fm e o MySpace, que anunciaram investimentos no Brasil.
Rede social no Brasil, na verdade, é sinônimo de Orkut. Será que alguém vai conseguir bater este fenômeno local do Google?
Os dados do Ibope/NetRatings mostram que será uma tarefa e tanto. Atualmente, 68% das pessoas que acessam a internet de suas residências navegam no Orkut.
O segundo lugar, bem distante, é da rede social MySpace, com apenas 3% da base dos internautas residenciais brasileiros. Vale lembrar: ela é a maior rede social do mundo, com mais de 100 milhões de pessoas, quase todas nos EUA.
Logo depois, com 2%, está a rede social brasileira Via6. O Facebook, o fenômeno da vez nos Estados Unidos, cujo valor de mercado ( 10 bilhões de dólares), trouxe de volta o fantasma de uma nova bolha, tem menos de 1%.
Algumas dessas novas operações, que vão desembarcar no Brasil, terão fôlego e competência para tirar o mercado do Orkut?
Em um recente post, Robert Scoble, um dos blogueiros mais influentes dos Estados Unidos, conta uma história digna de nota.
Em uma conversa com funcionários do Google, ele tentou adivinhar qual o serviço da empresa tinha mais page views.

- Busca? Arriscou Scoble.
- Não.
- Blogger? Não
- Google Maps? Não
- Picassa? Não.
Para os brasileiros, é fácil saber que é o Orkut.

Da mesma forma que MySpace e Facebook precisam desafiar o Orkut no Brasil, o Google precisa se tornar um ator de peso no mercado norte-americano.
Serão tempos interessantes para se assistir. E qual sua opinião: alguma rede social vai bater o Orkut no Brasil?

“Blogs ultrapassam jornais conceituados”

Após pesquisar alguns blogs, um me chamou atenção, onde seu autor, Alexandre Leitão, faz a seguinte observação:
Dando uma circulada pelo site do jornal O Estado de São Paulo, me deparei com mais uma matéria interessante (para toda a Blogsfera acredito). O estudo feito pela US Pew Research comparou as manchetes de 48 grandes fontes de informações (jornais, revistas, televisão e outras) e três canais feitos por internautas (Reddit, Del.icio.us e Digg) constatou que 7 entre 10 notícias selecionadas pelos internautas eram provenientes de Blogs e apenas 5% dos artigos estavam entre as notícias divulgadas pela grande imprensa.
Os dados estatísticos do estudo não foram divulgados, mas isso nos mostra que, além de blog estar na moda, o leitor confia nas informações publicadas por nós. Mas como já disse o uncle Ben no Homem Aranha “com grande poder vem também grande responsabilidade”. Devemos tomar cuidado com o que publicamos. Nos tornamos formadores de opinião e não podemos nos dar ao luxo de publicar textos que, mesmo que levemente distorçam o assunto, levando nossos leitores a ter um entendimento errado da notícia.
O que me agrada nisso é o fato de muitas vezes um simples blog administrado por um só usuário (como este por exemplo) passar a frente de um jornal conceituado na escolha do usuário. Lógico que muitas vezes isso se deve a escolha dos assuntos publicados. Muito internautas trabalham com tecnologia, por exemplo, e os jornais conceituais geralmente possuem poucas páginas a respeito deste assunto. Já a internet, bem, acho que nem preciso falar sobre a quantidade de informações na internet sobre qualquer assunto.
Resumindo, me preocupo com isso, pois como em toda profissão (ou diversão chamem como queiram) existem pessoas irresponsáveis, charlatões etc. Espero que estas pessoas se concientizem do poder que essa simples ferramenta põe em suas mãos e tomem cuidado com o que publicam ou não publicam. Blog é coisa séria!


Segue o link para a matéria na íntegra http://www.estadao.com.br/tecnologia/not_tec50633,0.htm

Jornalismo Preguiçoso

Bom, como prometido, estou aí debutando no lambida digital com meu
primeiro post.

Já havia comentado sobre esse vídeo no blog da Elize, se não me engano.
Para mim ele é uma mostra perfeita do “jornalismo preguiçoso”. Nós, como
futuros profissionais, temos que ter muito cuidado com esse tipo de
situação. A parada é se preparar. Na época da TVE Lajeado, acabei
praticando muito isso (quem erra e assume os erros, acerta no futuro).
Quase como um lead – Por quê? Até quando? Qual o objetivo? Onde?...

Vale refletir sobre esse exemplo para evitarmos, no futuro, nossa voz
num vídeo parecido Seria melhor ele ter dito “eu só perguntei isso
porque ouvi por ai e não tinha nada melhor pra perguntar” hehehe.

E tenho Dito!

UMA QUENTINHA SAINDO DO FORNO

Olá pessoal: Esta é para os futuros jornalistas que estão se formando: Nosso amado mestre Demétrio Soster, Ângela Felippe e Fabiana Piccinin, são os organizadores de um livro intitulado METAMORFOSES JORNALÍSTICAS, (formas, processos e sistemas) da editora EDUNISC - 2007 que aborda questões da metamorfose do jornalismo contemporâneo , relação entre o discurso jornalístico, o conhecimento e a política,a temporalidade das práticas enunciativas das novas formasdo jornalismo online, jornalismo midiatizado, a tecnologia no lugar da notícia, novos cenários novas estratégias, continuidade e rupturas e potencializações nas agências de notícias. Para quem quiser pesquisar em algumas dessas áreas, está aí a dica. o livro é muito bom. não é merchandaising. faço a indicação pois já li o livro e ele está muito bem elaborado, numa linguagem coloquial simples e direta para a compreenssão humana.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Liberdade de imprensa no Brasil

Colegas, o Observatório da Imprensa publicou hoje matéria a respeito de um relatório da Article 19 sobre a liberdade de expressão e de informação no Brasil. A Article 19 é uma organização de direitos humanos fundada na Inglaterra em 1987 que atua em vários países na promoção e proteção do direito à liberdade de expressão. O escritório brasileiro da ONG foi inaugurado em março deste ano e divulgou recentemente um levantamento feito no Brasil para analisar como está o cenário atual em termos de liberdade de expressão.

O relatório apontou 6 desafios para a liberdade de expressão em nosso País, entre os quais a legislação ultrapassada, a grande concentração midiática e o excesso de indenizações por danos morais contra jornalistas e veículos de comunicação. O levantamento ainda traz seis importantes recomendações:

1) a adoção de um marco legal adequado,
2) a criação de um sistema público de radiodifusão,
3) maior apoio à radiodifusão comunitária,
4) investigação de casos de violência contra jornalistas,
5) uma maior articulação entre os diferentes mecanismos de monitoramento de violações contra a liberdade de imprensa e
6) a adoção urgente de um regime de acesso à informação pública.

Vejam só, colegas, que não somos apenas nós que vemos a concentração midiática ou reclamamos da "indústria do dano moral" e da precariedade da nossa legislação sobre comunicação. Resta saber se alguém vai seguir as recomendações da Article 19. Leiam a matéria completa do jornalista Venício A. de Lima no link http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=455IMQ002

domingo, 14 de outubro de 2007

Por que Noblat, Josias e cia não fazem blogs?

Recomendo a todos a leitura do artigo Blogosfera e Jornalismo on-line no Brasil, ou porque Noblat, Josias e cia não fazem blogs, de Marcos Palácios. Entre outros, somos informados que "blogs jornalísticos são utilizados por 86% dos 100 maiores jornais norte-americanos na Internet". Mas também são tecidos comentários importantes no que toca à natureza dos blogs, em especial seu uso, o que se encaixa com o que conversamos há algumas aulas.
Bueno, o tom geral do texto é uma crítica ao mau uso dos blogs, na verdade uma apropriação que os jornais fazem da ferramenta para fins de publicização do negócio a que eles estão vinculados (a interpretação é minha). A isso Palácios chama "(...) uma tentativa de apropriação redutora da ferramenta)".
Traduzindo para o português: Noblat, Josias e cia não usam a ferramenta blog em sua potencialidade. Os blogs, conforme explica Palácios, "(...) têm como elemento constitutivo fundamental a criação de links com seus congêneres, num movimento de construção de comunidades de informação que se retro-alimentam, checam e comparam dados e interpretações, produzindo a multivocalidade que caracteriza os blogs". Segundo ele, os blogs de Noblat e Josias fazem exatamente o contrário.
Cheguei ao texto em questão por um caminho deveras curioso: primeiro, soube do dito pelo livro O Ensino do Jornalismo em redes de alta velocidade, cujas referências podem ser encontradas nas sugestões de bibliografia do Lambida. Por meio do Google, alcancei o Blog do GJol e um link finalmente me projetou ao publicador do Google, onde está armazenado. Recomendo a todos a leitura.

sábado, 13 de outubro de 2007

Blogs jornalísticos e credibilidade

Meus silenciosos amigos: acabo de encontrar, por meio do blog Expresso 2222, uma pesquisa que, com certeza, nos interessa, capitaneada por Rogério Christofoletti, Doutor em Ciências da Comunicação pela USP, e pela graduanda Ana Paula França Laux, do curso de Jornalismo da Univali.
A pesquisa, intitulada Blogs jornalísticos e credibilidade: cinco casos brasileiros, busca discutir a credibilidade do jornalismo praticado em blogs.
Abaixo, o resumo da mesma:
"Uma preocupação constante dos meios de comunicação é a credibilidade diante de seus públicos. Sem essa confiança, os veículos não sobrevivem. Com a expansão do jornalismo online e a disseminação dos blogs como ferramentas de informação e opinião, essa preocupação torna-se mais emergencial. Como confiar num meio tão pessoal, dinâmico e sem os respaldos dos veículos tradicionais? Blogs podem ser meios de informação para o público comum? Podem ser fontes de informação para jornalistas? Este artigo apresenta resultados do monitoramento de cinco blogs brasileiros no período de um mês, com vistas a verificar aspectos que possam indicar critérios de reputação para esses novos meios".

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

56% dos votantes afirmam: postagens devem ter autor

No dia 12 de setembro de 2007, uma sexta, após 30 dias de votação, encerrou-se a enquete que realizamos a partir do surgimento de postagens anônimas no blog Lambida Digital.
A idéia era saber se continuaríamos aceitando postagens anônimas no blog, basicamente por entendermos que, em jornalismo, à revelia do suporte, não é possível se pensar em opinião sem autoria.
Como se trata de um ambiente de construção de conhecimento, aproveitamos para aprender a partir da experiência posta.

Assim, perguntamos:
“Devemos continuar aceitando postagens anônimas em nosso blog?”

As opções de resposta e a incidência de voto:
Sim, desde que contribuam com a discussão proposta. 14 respostas (31%)
Não, opiniões devem ter autor. 25 respostas (56%)
Sou indiferente a isso. 4 respostas (9%)
Devem ser selecionadas pelo mediador. 1 resposta (2%)
Total de respostas: 44 (97%)

Observe-se que o tabulador do blogger não é muito preciso: as 44 respostas perfazem total de 97%, ao invés de 100%. De qualquer sorte, trata-se de um bom indicativo do que pensam os freqüentadores no que toca à participação de anônimos no Lambida Digital.