sexta-feira, 14 de setembro de 2007

acesso limitado dos brasileiros a internet

Notícia da Agência Brasil, publicada no dia 12/09/2007, no site

http://wnews.uol.com.br/site/noticias/materia.php?id_secao=1&id_conteudo=8889.

“A maioria da população brasileira ainda não tem acesso pleno ao mundo digital. Os números mais recentes obtidos pelo Núcleo de Pesquisa, Estudos e Formação (Nupef), com base em pesquisa do Comitê Gestor da Internet no Brasil, indicam que apenas 20% dos brasileiros têm acesso à Internet. “Ainda é muito pouco, se a gente pensar em outros países que têm uma abrangência de acesso muito maior”, analisou a coordenadora, Graciela Selaimen. Ela criticou o fato de que o acesso à Internet no País está muito concentrado nos grandes centros urbanos e no litoral”.

A coordenadora do Nupef afirmou que o estabelecimento de uma meta de inclusão digital deve ser preocupação de uma política pública nacional. Segundo indicou, o Brasil não tem uma política pública de inclusão digital consolidada. Ela lembrou que o Brasil tem alguns exemplos, algumas experiências, algumas iniciativas de governo, organizações da sociedade civil, algumas empresas como Petrobrás e Banco do Brasil, que têm seus projetos e incorporam o tema da inclusão digital.

“Mas dizer que no Brasil existe uma política pensada, uma estratégia nacional de inclusão digital para superar esse hiato e esse nível de exclusão principalmente nas áreas rurais e nos pequenos municípios isso não existe. É uma coisa que precisa ser construída”.

4 comentários:

Demétrio de Azeredo Soster disse...

O post da Aline vem em boa hora. De um lado, temos visto em aula que as potencialidade do suporte web para o jornalismo são grandes. E complexas. De outra, nos damos conta que há o problema da acessibilidade, que é grave. Há, aparentemente, dois "brasis": o do eixo tecnológico, no qual nos incluímos, e o que ainda vira a terra com enxada. Bueno, isso possui implicâncias as mais diversas em nosso trabalho de jornalistas. Por exemplo: como pensar em sermos eficientes em termos de convergência quando sabemos que muitos ainda usam internet discada? E por aí vai. Há um site bem bacana que nos permite saber a quantidade de acessos em termos de Brasil e mundo: http://www.internetworldstats.com/ Abraço a todos.

aline disse...

é , parece incoerência, mas isto também ocorre em outros setores do nosso país e não vamos muito longe. Uma das dificuldades que encontro em acompanhar as aulas está relacionada a distância entre o conceitos colocados e realidade. Não quero dizer que não tenho acesso à internet e que não entendo o que é webjornalismo. Como já mencionei em outro post, enquanto falamos em ciberespaço, no meu trabalho saímos as ruas todos os dias em busca de pautas para na sexta-feira os leitores saberem o que foi notícia no município.

Demétrio de Azeredo Soster disse...

Sua angústia revela, sobretudo, o que há de mais precioso em termos de aprendizado: a compreensão do conhecimento para além do que é posto em termos de conteúdo e de prática. O que é o (web) jornalismo? Entre outros, uma ciência que se constrói com a) prática, b) teoria, e, finalmente, c) a partir do que se estabelece entre estes dois momentos (a + b = abc). Siga cogitando-se, Aline. Assim se constrói conhecimento. E aplique, sobretudo, na prática o que você vê em aula. Uma idéia: sempre que fores trabalhar jornalismo digital, procure usar o que a gente está estudando no sentido de fazer mais e melhor; sobretudo, diferente. O jornalismo, à revelia do suporte, segue necessitando das fontes externas. Mas não há como negar que cada vez mais ele, em especial na web, busca no ambiente virtual seu "alimento". E este espaço também é legítimo, ainda que diferente. Grande abraço.

Malvada disse...

Olhem o que o Fórum Nacional de Democratização pela Comunicacao publicou:

Apenas 16,9% das casas brasileiras têm acesso à internet

14/09/2007

A Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio (Pnad, 2006) divulgada hoje pelo IBGE se demonstra que, em cinco anos, dobrou o número de residências que têm computador (eram 12,6% das casas em 2001 e 22,4% em 2006), confirma também as fortes disparidades regionais na aquisição deste bem e no acesso à internet.

Na média brasileira,o acesso à internet ainda é muito limitado: apenas 16,9% das casas com computador estavam plugadas à Web no ano passado, mas as diferenças regionais também se evidenciam. Enquanto na região Sudeste 29,2% dos domicílios tinham computador e 23,1% com acesso à internet; na região Norte, apenas 9,8% das casas tinham computador, das quais 6% acessavam a internet. No Sul, 27,9% das residências com computador e 20,8% com acesso à internet e no Nordeste, apenas 9,7% das casas com computador e 6,9% com acesso à internet.