quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Cuidado com as fontes!

Independente do tipo de suporte usado para disseminação do nosso conteúdo jornalístico, o jornalismo sempre precisou, necessita e sempre dependerá das informações, que serão repassadas por uma fonte. Então, como fazer para não ficar dependente de algumas fontes. Quem repassa as informações, geralmente, tem interesse na divulgação do determinado assunto, de algum modo preferencial. Como fazer jornalismo o mais “imparcial” possível, tendo fontes como aliados, porém sem depender destas?
Outra questão é a importância da variedade de fontes. Aliás, uma das tendências possíveis e promissoras do jornalismo é justamente baseada nas fontes anônimas, como usa, por exemplo, a revista Piauí, em muitas das suas reportagens. Ouvindo pessoas desconhecidas, iguais a muita gente, porém contando uma história diferente de cada uma destas vidas.
O povo está cansado de ouvir sempre as mesmas coisas, ditas pelas mesmas pessoas, das mesmas classes, principalmente dos políticos. Não podemos depender somente das fontes oficiais, mas independente de serem fontes oficiais ou anônimas, é preciso sempre DESCONFIAR DA FONTE.
Um texto muito interessante, publicado no site Observatório da Imprensa, por Pedro Santos, em 30 de outubro, entitulado “Contra o "fontismo": alternativas para a apuração jornalística”, fala justamente sobre a questão das fontes, às quais muitos jornalistas se submetem como reféns.
Ao final do texto, Pedro dá algumas dicas:
Outros jeitos de fazer matéria
"Vocês devem desconfiar de tudo, inclusive de sua fonte", ensina Krieger. "Ter espírito crítico, conversar com muita gente para saber o que se passa. Quando se tem muitas fontes, menos você depende delas."
Ele fala do recente caso envolvendo a votação da cassação do mandato do senador Renan Calheiros. "Eu e o senador conversamos um tempão, tomando cafezinho, quando ele me contou que o Mercadante ia votar pela absolvição. Dias depois, o senador me liga e pergunta por que não publiquei essa informação. Simples: porque era uma informação errada. Eu falei com Mercadante e percebi que Renan mentira para mim." E isso acontece com freqüência, segundo ele. Políticos tentam usar a imprensa para gerar polêmica e ver se há repercussão. "Faz parte do jogo", diz Krieger.”


Vale a pena ler o artigo completo:
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=457JDB003

Jol independente no interior

A respeito do blog de Jeison Rodrigues, indicado pelo professor Demétrio como exemplo de jornalismo local, acredito que não funcionaria pelo menos na minha cidade. Num município pequeno como o meu (como a maioria dos municípios do Vale do Taquari), infelizmente a imprensa ainda depende dos governos e políticos locais. É deles que vem grande parte da verba da imprensa, seja ela jornal ou rádio. Apesar de não existir um veículo de comunicação inteiramente digital na minha cidade, acredito que a regra seria a mesma, pois o investimento em mídia pelo comércio e indústria infelizmente não é suficiente para que o jornal sobrevida e dê lucros aos seus proprietários. Posso estar enganada e o que falte é peito para alguém iniciar uma mídia independente, mas certamente, no início pelo menos, este novo veículo teria que receber investimentos de seus proprietários ao invés de render lucros a eles.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

O texto em seu aspecto título - Final

Trancrevo, por próprio, o restante do post anterior: “O Professor Ramón Salaverría, da Universidade de Navarra (Espanha), em um texto básico sobre redação ciberjornalística (Redacción Periodística en Internet, Eunsa, 2005), discutiu as funções e características dos títulos no ambiente das redes e discorreu sobre como utilizar bem este elemento chave do texto jornalístico. Salaverría aponta três funções do título nos meios tradicionais e agrega uma função para a situação on-line:a) Função identificativa: o título deve individualizar um texto jornalístico frente a outros;b) Função informativa: o título deve fazer uma síntese do conteúdo do texto jornalístico que encabeça;c) Função apelativa: o título deve suscitar o interesse e, junto com os eventuais elementos gráficos que possam acompanhar o texto, cumprir uma função de primeira linkagem para o olho do leitor;d) Função hipertextual: uma nova função introduzida pelas tecnologias online, pois o título serve também como elemento chave para a navegação nos cibermeios, através do link que permitirá o acesso ao bloco que contém a informação.É evidente que, em termos de posterior recuperação do texto em situações de busca, devem ser evitados títulos que dependam do contexto visual em que ocorrem (fotos e legendas complementares, gráficos, matérias adjacentes etc), como muitas vezes acontece no jornalismo impresso. Por exemplo um título como: "E agora o que vai acontecer?", ao lado de uma foto de uma criança subindo ao papeito de uma sacada no quadragésimo sétimo andar de um prédio, pode ser muito eficaz para chamar atenção e vender o jornal na banca, mas estará condenando o texto a uma recuperação difícil no online, pois o contexto onde ele estava inserido não pode ser recuperado na busca.A função identificativa está se sobrepondo à informativa e apelativa, para atender às idiossincrasias de funcionamento dos motores de busca? A necessidade de "enfiar" palavras chaves nos títulos está matando a criatividade?A necessidade de garantir que palavras chaves relevantes estejam presentes é tal que o Google já possui um Gerador de Palavras Chaves, para ajudar nessa tarefa, produzindo sinônimos e derivações, a partir de uma palavra-chave inicial.É claro que existem outros elementos, além do título, que colaboram na criação níveis de recuperação (findability) de um texto jornalístico, como tags, datas etc. Mas o título certamente é um desses elementos e está sujeito às demandas e restrições tecnológicas dominantes.”
Concordo plenamente com Palácios quando este afirma que se trata “de um tema rico para exercícios de levantamento, comparações e discussões em sala de aula. E para a reflexão dos profissionais".

O texto em seu aspecto título - primeira parte

Esta veio por meio de um post de Marcos Palácios no Blog do Gjol, a partir de uma postagem de Patrick Beeson em seu blog, e diz respeito direto a nossas discussões e pesquisas, particularmente no que toca aos textos em seu aspecto títulos. Basicamente, somos lembrados que um “título só é bom [na web] se ajudar na recuperação do texto no futuro e for independente do contexto onde está inserido”. A frase carrega em si muitas importâncias, a começar pelo fato de complexificar – e mudar o foco de atenção – de algo que, grosso modo, para ser bom (ao menos em termos impressos) deveria ter, entre outros, a) verbo; b) ser escrito em ordem direta e, c) estar no infinitivo e, finalmente, d) ser encontrado facilmente no lead da matéria, caso contrário esta estaria mal construída. O post de Palácios nos informa ainda que, em um webjornal, os velhos problemas como escrever títulos de tamanhos reduzidos (2 linhas, 20 toques, por exemplo, estão sendo substituídas por limitações “(...) geradas pela necessidade de otimizar-se o título para sua posterior recuperação pelos sites de busca, especialmente a dupla Google/Yahoo”. (segue no próximo post, por longo)

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Exemplo a ser seguido

Pessoal, principalmente a partir do post do Ranieri, em que ele observa – com propriedade - o uso tímido das potencialidades da web no que ela tem de jornalístico na região do Taquari, sugiro uma visita ao blog Informação e Análise, de meu amigo e colega Jeison Rodrigues, de Novo Hamburgo. Por meio deste exemplo, ele nos mostra que é possível, sim, fazer jornalismo local – no caso dele, opinativo – em uma perspectiva digital, mas, sobretudo, com qualidade. E é mais ou menos nesta direção que eu gostaria que vocês voltassem suas mentes doravante, em especial no que toca aos projetos que têm de realizar para a disciplina.

E para você, o que é jornalismo digital?

Este vídeo é um exercício de utilização de imagens em movimento da turma de Linguagens dos Meios Digitais I. Como a versão inicial, da Elise Bozzetto, havia ficado muito pesada - e o Youtube, nosso hospedeiro, aceita apenas 100 Mb, precisei reeditar o mesmo. Em primeiro lugar, transformei o vídeo em .avi por meio do VídeoSpin. Na seqüência, reeditei-o com o Windows Movie Maker. Como, ainda assim, estava muito pesado, tive de fazer alguns cortes. O critério foi basicamente a qualidade do áudio. Na próxima aula faremos um novo vídeo com os que ficaram de fora, desta vez diretamente no computador. Abraço a todos.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

WEBJORNALISMO NO VALE DO TAQUARI

Com que freqüência os meios de comunicação do Vale do Taquari estão se adaptando ao jornalismo digital? Qual a opinião, quais as justificativas, como estão vendo essa nova forma de "agilizar" a informação ao seu leitor?
O que pude analisar nesse final de semana, enqaunto navegava pela internet foi a escassez de sites, blogs com conteúdos jornalísticos criados aqui na região.
Segundo Marcos Palacios, no site do Grupo de Pesquisa em Jornalismo On-line "O uso generalizado e efetivo dos recursos de multimidialidade, interatividade e outras potencialidades abertas pelas redes telemáticas para os produtos midiáticos disponibilizados na Internet, parece ter ficado aquém das promessas e expectativas da primeira metade da década de 90. Vista como um meio que tinha como características centrais a interatividade e a convergência de formatos anteriores, a Internet era apresentada como palco e cenário de transformações revolucionárias, talvez até com a extinção, a médio prazo, das mídias tradicionais".
O que vejo no Vale do Taquari é que a maioria dos grupos de comunicação não fazem uso desses recursos de multimidialidade, interatividade, etc, o que dá uma idéia de que o uso da internet aqui, não venha a valer a pena, inevestimentos nesse novo meio de propagar a informação não são necessários.
O que me deixa intrigado é por que disso? Todos sabemos que fazer jornalismo on-line não é nada fácil, tanto por estarmos "conectados" o tempo todo, além de, na maioria das vezes, os sites de notícias instantâneas passarem por fontes "não seguras". Quais fatores influenciam essa "cultura" de ler o jornal impresso pela manhã, ouvir os noticiosos na rádio, esperar a noite para assistir ao telejornal. O que leva os grupos de comunicação não investirem pesado nessa "nova área"?
Além disso, segue a observação de que deve-se deixar bem claro aos que buscam informação minuto a minuto de que a busca pela verdade está na mão do jornalista, que procura fontes confiáveis e que, se ele, não levar a ética em primeiro lugar, cada vez mais, os sites de notícias instantâneas estarão perdendo a credibilidade que ainda os resta e deixando de lado essa ferramenta, que para mim é essencial.

domingo, 28 de outubro de 2007

Eis que os lugares se complexificam ainda mais

Leio no blog Travessias Digitais uma notícia deveras interessante: o crescente uso de fotos e vídeos do telemóvel como forma de viabilização de conteúdos nos sites jornalísticos. Helder Bastos, autor do blog e do post, comenta que esta tecnologia foi amplamente utilizada por ocasião dos recentes incêndios na Califórniapela CNN, por exemplo. Feita a ressalva para a baixa qualidade da informação do material fornecido pelo "I-report" – do ponto de vista tecnológico e jornalístico -, tem-se aqui um importante canal de atualização. Quem quiser se inscrever para o serviço, pode fazê-lo por meio do site Veeker, que disponibiliza uma versão beta do mesmo. Concordo com Bastos quanto ele afirma que “O telemóvel como ferramenta de reportagem está aí”, mas não apenas: com isso, complexificam-se ainda mais os papéis de emissão e recepção tradicionalmente instituídos, conforme temos conversado em aula.

sábado, 27 de outubro de 2007

As funções também estão mudando

Pessoal, por meio do Blog do GJol, cheguei a uma entrevista muito interessante com André Deak, até há pouco da Agência Brasil, onde trabalhava como Editor Multimídia. A entrevista, para Nayara Rocha, do site Sublide.com , por e-mail, é sobre o que ele fazia na Agência e como as qualificações jornalísticas estão em mutação. Ainda no post do GJol, inseri um comentário descrevendo que, já em 2000, estas mudanças já estavam ocorrendo: eu era subeditor multimídia. Minha função, conforme já lhes contei em aula, era transpor textos para o site; atualizar o Últimas Notícias, capturar e editar vídeos. Fazíamos isso por meio de um videocassete (não havia DVD à época), cujas imagens, uma vez capturadas, eram transpostas para o computador e editadas com o Adobe Premier. O frame de entrada era na base do Photoshop mesmo.
Bueno, escrevo isso para:
a) sugerir que todos leiam a entrevista;
b) que pensemos, por meio destes dois exemplos, no que a tecnologia afeta também em termos de funções tradicionalmente estabelecidas nas redações.
Bom final de semana a todos.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

BLOGS E JORNALISMO


Os blogs são cada vez mais utilizados pelos internautas, porém não vão substituir os meios de comunicação social tradicionais. Não podemos negar que os mesmos trouxeram mudanças significativas para o jornalismo, sobretudo para o jornalismo on-line. Os blogs têm muitas diferenças em relação ao jornalismo on-line, e uma delas é a organização em função das datas de publicação, ou seja, o último post encontra-se em primeiro lugar e assim sucessivamente. No jornalismo on-line isto não acontece porque as notícias encontram-se dispostas em função da sua importância e não pela sua data de publicação.

Uma das principais características do blog é ainda a personalização, isto porque muitas vezes se dá mais importância ao jornalista que publica o post do que propriamente à notícia e ao seu conteúdo. A verdade é que esta personalização atrai o público, no entanto isto pode acarretar uma desvantagem muito grande, que é a falta de credibilidade. A personalização é outra característica dos blogs que não é aceitável no jornalismo on-line, pois o webjornal não seria caracterizado pela isenção na informação. A hipertextualidade, ou seja, as hiperligações que encontramos nos blogues, são outra característica muito própria desta ferramenta, que conduz o cibernauta a outros blogs ou sites com informação semelhante. O webjornal não pode fazer isto por questões de publicidade.
Os blogs apresentam assim algumas características que os diferencia dos outros meios de comunicação. Ainda que algumas sejam menos positivas, como a personalização que pode levar à falta de credibilidade, a verdade é que esta ferramenta tem ganho cada vez mais adeptos e um grande espaço no jornalismo atual.
Concluindo, o blog é uma ferramenta que tem atraído muitos utilizadores da Internet, no entanto, apesar de todas as mudanças que trouxe e ainda vai trazer ao jornalismo, não irá substituir os media tradicionais. As características desta nova ferramenta são, como foi referido anteriormente, a publicação em função do tempo, a personalização, hipertextualidade, entre outras, características estas que criaram um jornalismo diferente do jornalismo tradicional, sobretudo pela liberdade que um jornalista tem quando escreve no seu blog, ao contrário do que acontece no seu local de trabalho, em que tem de ser isento e imparcial.

Fonte: Sandra Pereira

Tecnologia revive seu ídolo!

Essa saiu no site do Terra, dentro do blog Movidos Pela Paixão.

Imagine ouvir uma canção de Elvis Presley, morto em 1977, composta em 2007, com o rei do rock em plena forma. Ou um dueto entre Billie Holiday (1915-1959) e Frank Sinatra (1915-1998) de uma música composta por Bono Vox, da banda U2, em 2006.

Não, não, Elvis realmente morreu. Billie e Sinatra também. E não se trata de um filme de terror. Muito menos o que se poderia chamar de música cantada por meio da "psicografia". Algo assim é possível por meio de uma trucagem de estúdio, a partir de avançados programas de mixagem.


Leia mais, aqui.


Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
E você que achou que ele tinha morrido, né?


Eu queria mesmo era ver o Teixeirinha cantando uma do Elvis. Será q dá?!

Internautas poderão lucrar com seus vídeos postados

A Blinkx, uma empresa de busca de vídeos na Internet sediada em Londres, permitirá que os usuários ganhem dinheiro com os vídeos que exibem em seus blogs, sites de redes sociais ou páginas pessoais de web, caso concordem em inserir publicidade nos vídeos. A matéria foi publicada no último dia 11, no site do Terra. Ao combinar duas tendências de Internet - as redes sociais e o vídeo online - a uma oportunidade de gerar lucro, a Blinkx espera concorrer melhor com o YouTube, serviço de distribuição de vídeos controlado pelo Google, disse Suranga Chandratillake, fundador e presente da Blinkx.
O Google anunciou recentemente que permitiria a sites que fazem parte de sua rede de publicidade usar alguns dos vídeos do YouTube e receber parte da receita publicitária que eles gerem. A Revver.com, que divide meio a meio com as pessoas que postam vídeos em seu site as receitas publicitárias que eles venham a gerar, também insere anúncios no começo e no final dos vídeos.
Mas a Blinkx vinha até o momento se concentrando em seu papel como serviço de busca de vídeos. A empresa, que foi criada pela produtora britânica de software Autonomy em maio, usa transcrições de diálogo em texto e tecnologia de reconhecimento visual para vasculhar os vídeos postados na Internet.

Confira na página http://www.youtube.com/watch?v=KmkVWuP_sO0 um dos vídeos mais assistidos da web.

As novidades da tecnologia a serviço dos repórteres

A Reuters e o Centro de Pesquisa Nokia anunciaram que trabalham juntos em um projeto que visa possibilitar que jornalistas produzam e publiquem matérias e conteúdo multimídia diretamente de telefones celulares. A notícia foi publicada no site Observatório da Imprensa, no dia 25 de outubro.
A idéia é viabilizar tecnologicamente a possibilidade de conectar equipamentos, como teclado, tripé e microfone ao Nokia N95. ESte aparelho celular contará também com programas para editar de forma integrada textos, imagens e vídeos. Isso permitiria mais agilidade, produção e publicação imediata, sem necessidade do repórter deixar o local da apuração.
A Reuters já realizou testes de jornalismo móvel em situações variadas. A idéia é disponibilizar os equipamentos para jornalistas profissionais, mas um grupo de estudantes universitários também vem testando os aparelhos para que seja avaliado se eles seriam bem aceitos no nicho de jornalistas-cidadãos. Mais detalhes em http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=456MON019

Empresas unidas para proteger vídeos

Algumas das maiores companhias de mídia e internet do mundo uniram-se e criaram um documento com diretrizes sobre o uso de vídeos protegidos por direitos autorais em sítios que têm conteúdo produzido por internautas. A decisão foi anunciada no dia 18 de outubro.
Uma das normas é a promessa de que as companhias de internet usarão algum software para filtrar e bloquear vídeos protegidos por direitos autorais e postados por internautas sem permissão.

Entre as empresas participantes estão Walt Disney, Viacom, CBS, NBC Universal, News Corporation, Microsoft, MySpace, Veoh Networks e Dailymotion. Na ocasião, a ausência mais notada no movimento foi a do Google, dono do sítio de compartilhamento de vídeos YouTube. Logo em seguida, o YouTube anunciou sua própria tecnologia para filtrar vídeos protegidos.
Internet com lei
A idéia é beneficiar a todos com o controle da pirataria. Desta forma, as companhias de tecnologia e conteúdo acreditam que seja um passo importante para o crescimento legal dos vídeos na rede. Na reportagem divulgada no site Observatório da Imprensa, Jeff Zucker, presidente da NBC Universal, uma das participantes da cooalizão, afirmou que "o anúncio marca um passo importante na transformação da internet, de ‘terra de ninguém’ a um meio popular que respeita a lei"
As diretrizes são voltadas especificamente para sítios que divulgam conteúdo postado por usuários. Mas, ao contrário do sistema de filtragem do sítio do Google, por exemplo, que bloqueia o vídeo depois que ele foi postado, elas obrigam os sítios participantes a usar uma tecnologia que bloqueia clipes proibidos antes de sua divulgação.

Informação completa no site http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=455MON022

Metamorfoses jornalísticas: formas, processos e sistemas

Seguinte, moçada: eu, mais as professoras Ângela Felippi e Fabiana estamos convidando vocês para o lançamento do livro Metamorfoses jornalísticas: formas, processos e sistemas (Edunisc, 2007), às 16h30 do dia 10 de novembro de 2007 - um sábado - no Pavilhão de autógrafos da 53ª Feira do Livro de Porto Alegre. Não esqueçam de levar o mate.
Por que Metamorfoses jornalísticas: formas, processos e sistemas? Basicamente porque tem se tornado um lugar-comum dizer que o jornalismo está em metamorfose. Obviamente o jornalismo, assim como qualquer fenômeno social, é vivo, está sempre em processo e, portanto, sujeito a mudanças. No entanto, é visível que nas duas últimas décadas, os movimentos da economia, da sociedade, da cultura e mesmo da política têm, de diversas formas, interferido fundamentalmente para mutações tanto dos processos de produção da informação, como da informação jornalística gerada pelos dispositivos comunicacionais. Essas novas formas de interação do jornalismo com outros campos - ou com o seu próprio campo - é que vêm dando o tom da mudança. Este é o viés observado na obra que aqui se oferece. Problematizar o cenário esboçado aqui é o que pretende o livro Metamorfoses jornalísticas: formas, processos e sistemas, que reúne jornalistas-pesquisadores e professores com questões em comum, como a de refletir sobre os caminhos que a atividade jornalística está percorrendo e os possíveis locais de chegada.

Videocast móvel já existe. No Japão

Esta chegou a nós por meio do Jornalistas da Web, e está diretamente relacionada com o conteúdo da aula de logo mais à noite - imagens em movimento. Segundo a nota, o portal Yahoo! "(...) está lançando uma edição móvel de seu serviço de compartilhamento de vídeos. Atualmente, tanto o Yahoo! Videocast quanto sua edição móvel estão disponíves apenas no Japão. Segundo notícia no site Tech.co.uk, diferente da edição móvel do YouTube, que apenas permite que os usuários vejam vídeos selecionados, a versão portátil do Videocast aparentemente trata acesso móvel e via PC da mesma forma.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Inscrições ao 5ª SBPJor seguem abertas

Acabo de receber e-mail do Carlos Franciscato, by SBPJor, lembrando que as inscrições ao 5º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo, promovido pela Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), seguem abertas até dia 30. O congresso se realiza de 15 a 17 de novembro, na Universidade Federal de Sergipe. O tema central será “Metodologias de Pesquisa em Jornalismo”. Serão 114 trabalhos científicos, produzidos por pesquisadores brasileiros e portugueses. A conferência de abertura ocorrerá na noite do dia 15 pelo professor Dr. Maxwell McCombs, da Universidade do Texas (EUA). Eu estarei apresentando trabalho. Quem puder ir, recomendo. Abraço a todos.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Alunos da Univates no Madrugadão Feevale

Virar a madrugada e estimular a criatividade será uma das tarefas do Madrugadão Feevale, que ocorre na noite de 26 para o dia 27 de outubro, no Câmpus II da Feevale, em Novo Hamburgo. A Univates estará representada pelos alunos do Curso de Comunicação Social Camila Zen, Claúdio Borragini, Diogo Botti, Germano Redecker, Karine Zílio e Patrícia Alves.
O evento terá a participação de dez instituições de ensino superior gaúchas, que envolve equipes formadas por seis alunos, sendo quatro de Publicidade e Propaganda, um de Jornalismo e um de Relações Públicas. Eles terão o desafio de desenvolver campanha institucional, durante 12 horas, sendo orientados por profissional do mercado. Além da Univates, participam equipes da UFRGS, IPA, ESPM, UPF, FACCAT, Faculdade Cenecista de Bento Gonçalves, Unisinos, Ulbra e da anfitriã Feevale.
A escolha da melhor campanha ficará sob responsabilidade do cliente, que será conhecido na noite do evento, bem como de um profissional de agência. Além de estimular a criatividade dos acadêmicos, fazendo com que vivenciem a rotina de trabalho de uma agência de comunicação, o Madrugadão tem por objetivo integrar instituições de ensino e aproximá-las do mercado de trabalho.
A programação inicia às 18h de sexta-feira. Uma hora depois será apresentado briefing de cliente real às equipes participantes, que terão que realizar campanha institucional para posterior veiculação. Às 20h os estudantes darão início aos trabalhos e, das 8h30min às 12h de sábado, apresentarão o resultado aos clientes. Mais informações podem ser obtidas pelo fone (51) 3586-8800, ramal 9025. A premiação ainda não foi divulgada pelos organizadores.

http://www.madrugadaofeevale.blogspot.com/

Imagens em movimento

Pessoal, na próxima aula iremos discutir imagens em movimento em um ambiente web. Para tanto, desde já, sugiro que vocês procurem, nos sites que freqüentarem, videos que lhes pareçam interessantes. O critério de escolha, claro, é jornalístico. De um lado, sugiro a análise de sites nacionais, como o da Folha Online. De outro, jornais estrangeiros, caso do Washingtonpost.com. Vale também uma passada por ambientes sem pares analógicos, caso do Último Segundo. Por fim, não deixem de buscar, por favor, na blogosfera, subisídios à discussão. Uma dica é o Blog do GJol, por meio de um post que Marcos Palácios escreveu comentando o novo projeto da Folha Online. Pesquisem, enfim.

Blogosfera Corporativa

Um estudo espanhol realizado pelo Intituto de Estudios Superiores de la Empresa (IESE) aborda a relação do ambiente de blogosfera com empresas. Em "Los blogs corporativos: una opción, no una obligación", os autores contextualizam o que é e como se dá atualmente o uso da ferramenta blog. Mas o ponto principal do estudo está nas conclusões retiradas da análise de 100 blogs corporativos- 25 espanhóis, 25 europeus e 50 norte-americanos . Ou seja, "blog publicado por ou com apoio de uma empresa para alcançar seus objetivos" (Wacka,2006). O estudo indica 5 tipos principais de blogs corporativos:

* Blogs de marca: introduz,reforça ou muda uma marca;
* Blogs de produto ou serviço: prioriza a interatividade (feedback) para avaliação de viabilidade de um produto ou serviço;
* Blogs de trabalhadores: diertores ou empregados que sustentam um blog pessoal ligado à empresa;
* Blogs de eventos: para lançar, acompanhar e divulgar eventos;
* Blogs de setor: patrocínio de blogs do setor da empresa, focando o nicho e não a organização em si.

"Los blogs corporativos: una opción, no una obligación" levanta questões como produtividade, controle de conteúdo, questões legais e transparência ligadas aos blogs e que podemos relacionar com blogs jornalísticos. Além de benefícios como baixo custo, visibilidade, networking e por aí vai. Nos anexos, podemos verificar a análise de blogs de empresas como Alfa Romeo, Dell, Sony, Vichy...

Achei bastante interessante o estudo como suporte pro pessoal que trabalha em assessorias de imprensa que pode contar com mais uma opção de mídia e um campo a ser explorado por nós, jornalistas.