sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Logo aprovado!!


Sugestões de cores estão abertas!

Abraços.

A 4ª geração do jornalismo


A atividade jornalísticaa para Ciro Marcondes Filho no livro a saga dos Cães Perdidos já está na Quarta Fase, não considerando a Pré-História, que era dominado por notícias espetaculares, o singularmente novo, como o caso de desastres, mortes, seres deformados, entre outros.

A 1ª fase do Jornalismo ocorreu por volta de 1789 a 1830 com características político-literária.

O Segundo Jornalismo, ocorreu entre 1830 e, aproximadamente, 1900, já mencionando critérios como atualidade, neutralidade e a imprensa de massa. Neste período é introduzida a rotativa e composição por linotipos.

O Terceiro Jornalismo, entre 1900 e 1960, é caracterizado pela imprensa monopolista e influência da indústria publicitária.

Atualmente, a atividade se encontra no Quarto Jornalismo feito com informações eletrônicas e interativas, impactus visuais, velocidade e transparência, provocando crise ma imprensa escrita, pois há um migração para a TV e a Internet. No Brasil esta modalidade começou a ser desenvolvida a partir dos anos 80. O computador passou a fazer parte da vida dos jornalistas, assim como de outras pessoas, ocorrendo a virtualização do trabalho, ou seja, o que se escreve não pode mais ser pego. A entrada do computador ns redações inicialmente substituiu as lauda, mas posteriormente deu a possibilidade de projetar o trabalho e o processo que envolvia 10 pessoas agora pode ser feito apenas por uma.

Comentário da enquete em áudio


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Difusão da informação

Segundo artigo publicado pelo site Observatório da Imprensa, assinado por Antonio Brasil, os próximos passos da difusão da informação prometem muito mais do que os teóricos da mídia ousavam apontar. Trata-se do "novo meio de transmissão ao vivo para o telejornalismo mundial", diz o articulista. Mais do que isso. A tão esperada interatividade agora significa que o cidadão não só participa dos programas ou interfere na escolha de imagens, como também produz televisão na sua própria página na internet. Um representante da Microsoft destacou o possível surgimento, nos próximos anos, de cinco milhões de estações de TV disponíveis na internet.
No telejornalismo via internet, uma pessoa poderá produzir sua matéria, transmitindo-a para internet usando um computador portátil e uma pequena antena parabólica. É possível que o cidadão passe a ver ao vivo na rede tudo que as grandes televisões não consideram importantes o suficiente para mostrarem nos seus boletins programados. O Newsworld apresentou como exemplo uma estação de TV já existente dentro de um condomínio em Copenhague, na Dinamarca. Os moradores produzem a TV do prédio para o mundo inteiro assistir. "Não se trata mais só de produzir vídeos de forma simples e barata, mas de se obter uma distribuição mundial econômica, rápida e eficiente", diz o artigo.
De acordo com o "Observatório", o telejornalismo mostra sinais nítidos de preocupação com a concorrência e o papel da web como fonte de notícias com vídeo e áudio. Durante o Newsworld, as grandes redes tentaram diminuir a importância da web, condenando o possível excesso de informação sem origem ou qualidade. De qualquer forma, não se trata de apenas uma revolução tecnológica, mas uma revolução de conteúdo, linguagem e, principalmente, de controle, avalia Antonio Brasil. Em um futuro pouco distante, o profissional trabalhará para o jornal, televisão, rádio ou internet com a mesma facilidade que alternará as editorias. O novo conceito aumenta as tarefas e concentra as responsabilidades, mas, por outro lado, cria novas oportunidades profissionais.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Questões em Relação a Fotografia Digital

O autor Erivam Morais de Oliveira destaca no texto “Da Fotografia Analógia a Ascensão da Fotografia Digital” a existência de uma ruptura entre os profissionais da fotografia, especialmente os fotojornalistas, dando origem a três categorias de profissionais nesse mercado: a primeira é formada por veteranos fotógrafos, a segunda, por fotógrafos que vem acompanhando a morte gradativa da fotografia analógica e a terceira, por fotógrafos mais jovens que estão assistindo ao nascimento da era digital.

Na primeira geração, tida como analógica, encontramos profissionais que tem grande dificuldade em se adaptar as novas tecnologias. Computadores e programas para tratamento de imagem, não fazem parte do vocabulário dos caras. Outra questão levantada pelo pessoal que defende a fotografia tradicional é o fato de a fotografia digital não inspirar confiança, além desta, poder ser facilmente apagada. Aí entram também probelmas éticos que aumentam a possibilidade de fraudes e danos aos fotografados. Segundo Erivam, uma regulamentação específica pode ser um bom caminho.

Já a segunda geração participa ativamente da transição entre a fotografia analógica e a digital. Essa geração aprendeu por necessidade a conviver com a nova realidade, transformando esta em verdadeira obsessão, já que, nas suas idéias, apenas profissionais qualificados para tal, sobreviverão nesse mercado.

Por fim, temos a terceira geração, formada por jovens profisisonais, habituados ao consumismo desenfreado e ao uso do descartável. Pouco adeptos ás técnicas, este grupo acaba encontrando resitência, por parte dos profissionais da primeira e da segunda geração, que acabam lhes acusando de falta de domínio dos métodos e técnicas utilizados na fotografia, como luz, filtro, velocidade do obturador, entre outros. Além disso, muitas vezes as modernas câmeras, não permitem ao fotógrafo o controle manual de suas ações, o que gera insegurança para os profissionais da terceira geração.

Essa é uma discussão que ainda vai dar o que falar mas não dá pra negar que, como diz Erivam “a má utilização da fotografia nos dias de hoje, acarretará, sem dúvida, enormes prejuízos para a documentação e as pesquisas futuras, comprometendo a memória e a ética da fotografia”. Para ele, ainda sofreremos com problemas de ordem ética e estética, especialmente para aqueles que buscam a verdade por trás da fotografia, já que atualmente, anda muito fácil manipular uma fotografia, tornando-a mais sedutora e atraente. Uma faca de dois legumes, já que aos poucos, a memória do fotojornalismo vai sendo destruída.


Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
Fotojornalismo? Assim até eu!


O trabalho do cara na íntegra você lê aqui.

Blogosfera ou midiasfera?

Um estudo realizdos por Marco Faré, supervisionado por Marcello Foa - membro do Observatório Europeu de Jornalismo - aborda a questão da localização dos blogs jornalísticos em blogosfera ou midiasfera. A pesquisa, em italiano, faz uma contextualização geral dos blogs e do jornalismo, relata os seus usos ( como fonte de informação, como meio de divulgação de informação e forma de expressão ), a profissionalização de jornalistas blogueiros e principal público desse meio de comunicação, os jovens.

Marco faz uma constatação importante: sempre que o jornalista americano é cosciente do momento de transformação, considera o blog como parte da mídia. Mas, mais que isso, Faré localiza os blogs de cunho jornalísticos. Segundo suas conclusões, a blogosfera e a midiasfera estão aprendendo a co-existir, uma se adaptando à outra, já que o mundo precisa das duas. Por isso, Faré conclui que blogs aparecem como uma mídia complementar às já existentes.

Uma consideração importante (segundo José Pacheco Prereira);
  • "Nenhuma análise hoje do estado da comunicação social em qualquer país onde existe um sistema mediático - jornais, rádios, televisões - pode ser feita sem incluir os blogues."


O trabalho de Marco Faré pode ser verificado, na íntegra, em: http://www.ejo.ch/analysis/newmedia/blog.pdf
O resumo em inglês está em: http://www.ejo.ch/index.php?option=com_content&task=view&id=601&Itemid=135

Jornalismo Online: opiniões dos grupos de comunicação do Vale do Taquari - parte 1

É mais um desafio, mas vou tentar ver no que dá!
A partir de hoje estarei buscando as mais diversas opiniões de como os grupos de comunicação aqui do Vale vêem essa "nova maneira" de fazer jornalismo.
O primeiro grupo entrevistado foi o Grupo Independente, aqui de Lajeado, através do jornalista e apresentador Fabiano Conte.
  • Como o Grupo Independente usa, e se usa, esse método de fazer notícia?

Temos um site que atualiza informações que são levadas ao ar diariamente.A empresa percebeu que aumentou a procura por informações no site e agoraestá reestruturando toda página.

  • Qual a opinião que o grupo Independente tem sobre fazer jornalismo online?

Fundamental. Além das notícias, temos a rádio ao vivo no site. Recebemoscontato de muitas pessoas que são naturais daqui e moram fora queacompanham a programação pelo site.

  • Como você, jornalista, vê o jornalismo online na região?

Em ritmo de crescimento. Mas ainda falta atualização instantânea dasnotícias, como sites de nível estadual e nacional.

  • Então o JOL têm futuro aqui na região?

Tem futuro. A maioria da população tem acesso a intenet e esta ferramentaprecisa ser aproveitada melhor pelos órgãos de comunicação da região

Novo jornalismo a partir do hipertexto

Trecho retirado da revista "Verso e Reverso" (Cicilia M. Krohling Peruzzo) da Unisinos.

À medida que o webjornalismo avança, mais se conhece sobre as múltiplas facilidades interativas que as tecnologias digitais, nomeadamente a internet, oferecem. Ao mesmo tempo, evidenciam-se outras alterações significativas nos processos de produção, difusão e consumo jornalísticos, se comparados com aqueles dos suportes tradicionais.
Referimo-nos às transformações relativas às rotinas produtivas de um jornal, ao produto que perde a característica analógica e ao estabelecimento de novos contratos sociais de leitura, motivadas pelos mecanismos da interatividade, apontadas por Sérgio Capparelli (2002, p. 8) em estudo sobre jornalismo online.
Partindo de Roger Chartier (1998), Capparelli (2002, p.18) chama a atenção para o fato de que, no jornalismo online, um produtor de texto pode ser o editor do texto no duplo sentido - de dar-lhe forma definitiva e daquele que o difunde a um público de leitores, num processo em que, graças à rede eletrônica, a difusão é imediata.
Portanto, é evidente o contraste com o padrão instituído pela revolução industrial da imprensa em que os papéis do autor, do editor, do tipógrafo, do distribuidor e do livreiro estavam claramente separados (Chartier, apud Capparelli, 2002, p. 19).
As rotinas produtivas de um jornal são modificadas também pelos mecanismos de interatividade potencializados pelas tecnologias digitais, na medida em que o contato com o usuário é facilitado através de vários mecanismos, tais como o correio eletrônico, chats, fóruns, grupos de discussão, entrevistas online e a disponibilização de informações suplementares aos fatos noticiados etc. Trata-se de um feedback, porém enriquecido com a abundância de informações e maior liberdade de expressão, o que contribui para modificar a prática jornalística do emissor. A participação direta do leitor, melhor, do usuário ativo, além de fornecer idéias, críticas e informações ao produtor de texto jornalístico, tem o potencial de interferir na constituição dos contratos de leitura entre emissor e receptor - contratos expressos tanto na linha editorial como nos mecanismos de hipertexto que são cada vez mais colocados à disposição do leitor.

http://www.versoereverso.unisinos.br/index.php?e=1&s=9&a=3

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

China lança HiPiHi, concorrente do Second Life

Em sua fase de testes, programa on-line cadastrou 30 mil usuários. HiPiHi tem cenários orientais e também permite ligações via internet.

O mundo virtual HiPiHi, uma versão chinesa de universos virtuais como o popular Second Life, acaba de ser lançado oficialmente após seis meses na fase beta (de testes). Durante esse período, reuniu 30 mil usuários e agora tem o objetivo de conquistar um mercado de mais de 170 milhões de internautas.
Projetado por Hui Xu, um conhecido empresário do setor de informática, de 39 anos, o mundo virtual é semelhante ao do Second Life. Mas conta com um aspecto mais oriental. O cenário inclui templos budistas, dragões, feng shui e motivos relacionados aos Jogos Olímpicos de Pequim, segundo a última edição da revista "That's Beijing". Outra novidade do HiPiHi é o fato de esse universo virtual permitir o uso da telefonia via internet. Desenvolvido em Pequim, o universo HiPiHi deve respeitar as leis chinesas, inclusive a censura. Por isso haverá restrições, por exemplo, a “expressões que prejudiquem os interesses nacionais".

http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL194748-6174,00.html

A terceirização já atinge o jornalismo on-line

Os videocasts, introduzidos no site da Folha Online em 30 de agosto, como parte das reformas do site não agradaram muitos leitores que acessam diariamente a Folha Online. Tudo deve-se ao fato da Folha insistir na produção dessa "simulação" de telejornal de baixa qualidade, dando a entender que a criação de uma linguagem para o jornalismo online não serve para nada.
É aí que surge a opção de "terceirizar" essas produções. Grandes jornais como o Guardian, Daily Telegraph, Washington Post, Wall Street Journal, quando decidem incluir vídeos em suas coberturas online, partem para o outsourcing, ou terceirização, é um processo de gestão pelo qual se repassam algumas atividades a terceiros. Com isso, a empresa contratante deste tipo de serviço fica concentrada em tarefas ligadas apenas à área em que atua.
Na página do Telejornal Online da Escola de Comunicação da UFRJ, Alba de Souza da Cruz dá um exemplo bem básico da importância do outsourcing:
Em um site da Califórnia foi publicado o seguinte anúncio de emprego: “Procuramos jornalista baseado na Índia para reportar sobre o governo municipal e a cena política de Pasadena, Califórnia, EUA". Como explicar a contratação de um jornalista indiano para cobrir o cotidiano da cidade americana?
Lucro! Esta seria a resposta. O objetivo de se exportar empregos para países como a Índia é aproveitar a mão-de-obra barata e, com isso, reduzir os custos com salários.
Uma nova maneira de melhorar a qualidade das informações, dos vídeos, foto, entre outras características, que são essenciais para o melhoramento e continuação do Jornalismo Online.

Jornalismo através de imagens em movimento

O jornalismo na internet através de imagens em movimento é uma linguagem informacional poderosa que transcende os limites do seu meio original. Mas há questões técnicas a serem levadas em conta, como a qualidade e o tamanho da imagem, a limitação do meio e, principalmente, o conteúdo apresentado até agora. TV na internet ainda é uma promessa.
Ao produzir uma matéria com vídeo e áudio para a web, o jornalista precisa sempre apurar o fato com cuidado e aprender a contar uma boa história. Em termos técnicos, o site e a imagem em movimento não podem ser pesados, para garantir o seu funcionamento (rodar sem falhas). Além disso, o ideal é que o apresentador e os repórteres tomem cuidado para não se movimentarem muito durante a gravação de webjornais, pois isso pode prejudicar a qualidade do vídeo. Ainda, o enquadramento bem próximo à pessoa que irá falar é necessário para que na página da web, onde o vídeo é exposto em dimensões reduzidas, o apresentador ou os repórteres sejam identificados facilmente. A internet ainda é muito lenta e volátil (disseminação da banda larga deve ser uma das alternativas para esse problema), sendo que o conteúdo deve ser o mais objetivo possível (cerca de dois minutos no caso de um webjornal), para não afastar o internauta. Afinal, ele tem um dedo no gatilho ou no mouse e milhões de opções à sua frente. Possui um "controle remoto" muito mais poderoso. Mas está se investindo essencialmente numa proposta diferenciada e num futuro tecnológico que está cada vez mais próximo com o crescimento da banda larga.
Várias tecnologias estão sendo utilizadas na transmissão, mas destacamos as técnicas de compressão e transmissão de imagens do Media Player, MPEG e o Real Video. Existem outras. O importante é que muitas dessas tecnologias são disponíveis na própria rede. As empresas precisam de conteúdos e público. Elas ainda estão apostando numa acessibilidade mais fácil dessas tecnologias.

Fonte: Observatório de Imprensa

Onde está a melhor informação?

Esta é a pergunta que o site Observatório da Imprensa está fazendo aos seus navegadores. A enquete apresenta quatro opções de resposta: na mídia impressa, no rádio, na TV ou na internet.
Até este momento, quarta-feira, dia 28 de novembro, à 00h05min, os resultados parciais indicam que 172 internautas participaram da votação. A internet aparece na liderança, com 65% dos votos. Em segundo lugar, temos a mídia impressa, com 24% dos votos. O rádio recebeu 10% dos votos e a televisão ostenta mísero 1% da preferência.
É preciso considerar que a votação está sendo efetuada via internet, ou seja, só está votando quem tem acesso à web e freqüenta o site. Isto de certa forma influencia o resultado. Entretanto, apesar disso, podemos considerar um forte voto a favor da credibilidade do webjornalismo, pois trata-se de responder sobre onde está A MELHOR INFORMAÇÃO.
Confira no http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Como escrever para internet

A conceituada professora Concha Edo, da Universidade de Madrid, afirma que escrever para internet exige dos jornalistas duas atitudes fundamentais: uma capacidade muito grande de síntese e um domínio competente da língua. Para atingir isso com eficiência é preciso ter um conhecimento muito maior do conteúdo da matéria.
A autora salienta três tipos básicos de textos em um site de notícias:
- textos puros
- textos acompanhados de fotos
- textos acompanhados de fotos e gráficos
Concha Edo também dá dicas para a composição dos títulos das matérias na web. Sugere informação concentrada, de maneira explícita sem deixar dúvidas de interpretação e de forma objetiva. Recomenda o tempo ativo simples, compondo as frases com sujeito + verbo + complemento. Inova ao tirar a importância dos verbos nos tempos presentes. Na opinião da autora, isso não se faz necessário porque a temporalidade das notícias em um site é diferenciada, já que pode ser atualizada a qualquer momento. Neste caso, não há problema em dizer que o evento aconteceu.
Destaca ainda a importância da narrativa fraccionada, já que na primeira tela, junto com a manchete, aparece uma síntese da notícia. Depois, nas telas seguintes é momento de aprofundar o assunto por meio de entradas diferentes. Concha Edo considera a o hipertexto uma das características mais marcantes desta forma de fazer notícia.
Já Canavilhas, ao falar da pirâmide deitada como formato ideal da notícia, também destaca as etapas do aprofundamento da informação. João Canavilhas fala de quatro níveis de leitura: a base (principal, lead), a seguir vem a explicação (por que e como), seguindo com a contextualização (adicionando mais informações com outros recursos como vídeos e som) e a exploração (linkando para informações produzidas anteriormente e partes externas do site, buscando complementar a informação apresentada até então).

Web estará mais Mobile em 2014

As previsões de webjornalistas e de especialistas em tecnologia é que no ano em que o Brasil sediará a Copa do Mundo (2014) haverá muito mais usuários lendo notícias e recebendo informações em celulares, palmtops, handhelds ou qualquer outro meio móvel. A conexão com fio será menor.
A jornalista Cristina Dissat apresentou, no início deste mês, uma reportagem no site Jornalismo na Web, com opiniões de colegas de profissão e especialistas no assunto. É uma verdadeira coletânea de dados e previsões interessantes. Quase todos foram unânimes em projetar a Copa do Mundo de 2014 como sendo a da cobertura móvel, em que muitos anônimos gerarão e receberão notícias nos estádios do mundial.
Transcrevo, na íntegra, trecho de um dos entrevistados de Cristina Dissat. "Daí, para aproveitar, participar e cobrir uma Copa, será uma maravilha! A Web irá se tornar, de vez, a mídia de todos, em que texto, áudio e vídeo servirão como mix de apuração e impressão individual. O muro da tecnologia cairá definitivamente; qualquer programa, funcionalidade ou gadget que não se auto-explicar, estará morto ao chegar". Esta é a previsão de Bruno Rodrigues, jornalista, autor do primeiro livro sobre webwriting e colunista do Webinsider e da Revista Webdesign.
Mario Lima Cavalcanti destacou, nesta segunda-feira, dia 26, que o acesso móvel será maior do que o desktop em 2017, valendo-se de uma previsão feita pelo Yahoo na semana anterior.

Qual o formato de notícia que você prefere?

A pesquisadora Luciana Mielniczuk nos propõe três formatos de notícia para a Web, indiferente da editoria ou área de cobertura jornalística. Segundo ela, os sites apresentam o espaço para as Últimas Notícias (atualização constante), a Cobertura Cotidiana (ou notícias do dia-a-dia) e a Cobertura Especial (reportagem mais elaborada). Conheça um pouco de cada um deles e escolha qual você preferê.

1. O primeiro grupo contém a explicação no próprio nome: Últimas Notícias. São as informações "minuto-a-minuto" que ocorrem no país ou no mundo, capturadas pelos jornalistas através de agências de notícias, emissoras de rádio e/ou outras fontes. É uma notícia curta, de poucas linhas, geralmente com apenas texto. Há, inclusive, sites especializados, como o Último Segundo.
Comentário:
Há casos, como a Zero Hora, que algumas notícias recém ocorridas na capital ou região metropolitana recebam uma foto no espaço Plantão. O site Terra possui uma área de Últimas Notícias na capa, na parte superior. O UOL, por exemplo, não apresenta um espaço específico, porém atualiza constantemente suas manchetes.
Os sites possuem, também, a ferramenta RSS, que permite a programas agregadores (como o Feedreader) receber estas informações curtas de forma instantânea, sem estar com o site aberto no navegador.


2. A Cobertura Cotidiana é o espaço para as notícias rotineiras, os fatos diários, cujas manchetes podem aparecer em destaque (dependendo da importância) ou então podem ser localizadas dentro da editoria específica. Os sites possuem, em sua maioria, uma barra à esquerda com várias editorias e outros serviços. Há o uso de fotos, textos mais longos, links para outras notícias (forma o hipertexto) e em alguns casos apresenta imagens em movimento (vídeo).
Comentário:
A memória para esse tipo de notícia é curta, pois dificilmente um site mantém as informações de vários dias salvas com destaque. Pode-se chegar às notícias anteriores através de um filtro de busca por assunto, área, afinidade ou palavra-chave. Por isso, requer paciência do usuário para achar o que deseja num emaranhado de links.

3. A Cobertura Especial caracteriza-se por uma reportagem mais elaborada, colocada num formato de web. Estas informações figuram em locais especiais, permanecem mais tempo (atualização mais lenta) e há memória que armazena essas notícias. Exige paciência ao leitor, pois necessita procurar com mais atenção e tempo o que se procura.
Comentário:
O UOL apresenta vários especiais na parte inferior da primeira tela, o que necessita ao internauta rolar a barra até chegar lá. A parte de memória fica mais difícil de encontrar, pois necessita acesso à Folha Online.
No site Terra, há uma área destina às reportagens Especiais ainda na página inicial do site, porém também é preciso descer com a barra de rolagem e encontrar os assuntos. A memória não foi localizada. Creio que é preciso ir adentrando nos assuntos para chegar às informações mais antigas ou importantes.
Também é possível usar a ferramenta de busca, mas é necessário paciência para encontrar o que se quer.

Google planeja investimentos em energia renovável

Por Eric Auchard

SAN FRANCISCO (Reuters) - O Google informou nesta terça-feira que gastará centenas de milhões de dólares nos próximos anos em uma nova tentativa de encorajar o uso de eletricidade renovável barata. Para o projeto, conhecido como Energia Renovável Mais Barata do que Carvão (Renewable Energy Cheaper Than Coal), estão sendo contratados engenheiros e especialistas para trabalhar no desenvolvimento de energia solar avançada, energia eólica, melhoramento de sistemas geotérmicos e outras novas tecnologias, afirmou a empresa norte-americana.

O Google está, desta forma, tirando vantagem de sua crescente disponibilidade de recursos, reconhecimento global da marca e explosiva capitalização de mercado para fazer campanha pelo uso de energia alternativa.

Os líderes da companhia argumentam que a hora é propícia para investimentos em pesquisa inovadora, a fim de cortar custos de energia.

"Nossa meta é produzir um gigawatt de capacidade de energia renovável que é mais barata que carvão. Estamos otimistas que isso pode ser feito em anos, não em décadas", disse Larry Page, co-fundador do Google e presidente de produtos da companhia, em um comunicado.

Um gigawatt de energia é o suficiente para abastecer uma cidade do tamanho de San Francisco, nos Estados Unidos.

Trabalhando junto a seu grupo filantrópico google.org, a companhia relatou que planeja gastar dezenas de milhões de dólares em 2008 em pesquisa e desenvolvimento de energias renováveis, e, eventualmente, ampliará o orçamento para a realização de projetos para gerar "retornos positivos".

Que bonito isso... responsabilidade social sempre gerou marketing gratuito... como esse...

Lambida Digital: Jornalismo de fonte aberta na TV e o uso do celular

http://jc.uol.com.br/tvjornal/2007/11/26/not_140232.php

Jornalismo de fonte aberta na TV e o uso do celular

Um celular na mão, uma notícia na TV Jornal


Qualquer notícia de interesse da sociedade será registrada pelo celular e enviada para a TV Jornal


Flagrantes, notícias de última hora e denúncias vão estar ao alcance das mãos, a partir desta segunda (26), na TV Jornal. O Notícia celular, novo projeto do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação em parceira com a Claro e a Nokia, vai trazer ao público os fatos mais importantes da cidade através das lentes de um celular. “Essa é uma revolução incrível no jeito de fazer telejornalismo”, garante a diretora de jornalismo da TV Jornal, Beatriz Ivo.
Na última sexta-feira, a TV recebeu celulares modelo Nokia N95, com câmeras integradas de 5 megapixels. Com eles, a equipe de jornalismo dará início a essa inovação. “Além da informação instantânea, o Notícia celular abre espaço para a participação das pessoas. O que queremos é democratizar o acesso ao produto final que vai ao ar. Em pouco tempo, a integração vai passar para o restante do SJCC e chegará às mãos do público”, explicou Beatriz.
Qualquer notícia de interesse da sociedade será registrada pelo celular e enviada para a TV Jornal através da tecnologia desenvolvida pela Claro, a rede 3G (celulares de terceira geração com transmissão de dados em banda larga).
O envio de informações em tempo real chegou ao SJCC em 2005, durante a cobertura de Carnaval. “Com aparelhos celulares com tecnologia GPRS, fizemos transmissão online de fotografias para o JC Imagem. Com isso, abastecemos a nossa redação e veículos de todo país”, relembra o diretor administrativo e financeiro do SJCC, Gustavo Theodózio. Em 2006, na cobertura das eleições presidenciais e para governos estaduais, a tecnologia foi usada para transmissão de textos.

Jornalismo on-line, informação e memória: apontamentos para debates

Olá galera. Estou trazendo até vocês alguns apontamentos de Marcos Palacios que saiu na revista PJ:PR – jornalismo Brasileiro na ediçãode 27 de novembro de 2007. Bem quentinha não? http://www.eca.usp.br/pjbr/arquivos/artigos4_f.htm

Por Marcos palacios

Alguns sites jornalísticos apostam na maximização da Actualização Contínua de seu material informativo (como os jornais de portais, a exemplo de Último Segundo do portal IG, em http://www.ig.com.br, ou o Terra Notícias do portal Terra, em http://www.terra.com.br/noticias/); outros exploram mais a Multimidialidade e a possibilidade de aprofundamento de assuntos, com a disponibilização de extensos bancos de dados visuais e sonoros (a exemplo do MSNBC, em http://www.msnbc.com, ou a edição online do semanário brasileiro Veja, em http://www.veja.com.br); outros ainda ensaiam modelos de tipo P2P, “peer to peer”, (como por exemplo o Correspondente, em http://www.correspondente.net enfatizam a dimensão da Interactividade e participação direta. O Crayon (iniciais de Create Your Own Newspaper) é um exemplo de site jornalístico baseado na possibilidade de Personalização, que funciona na Web desde seus primórdios e continua fazendo sucesso (http://www.crayon.net).

Um esclarecimento sobre os conceitos

Mais de dez anos se passaram das primeiras transposições dos jornais impressos para o suporte da WWW, e ainda há divergências em questões de nomenclaturas, tanto entre pesquisadores quanto entre os próprios jornalistas. Se a questão fosse puramente a nomenclatura adotada, não teria problema. Mas a discussão se sustenta justamente pelo fato de que estas nomenclaturas comportam definições, conceitos, e estes devem ser observados.
Nos Estados Unidos e no Brasil é mais usual a aplicação dos termos “Jornalismo On-line” e “Jornalismo Digital”; já para os Espanhóis, o termo mais corrente é “jornalismo eletrônico”, “jornalismo multimídia”, ou “ciberjornalismo”. Detalhe: tudo para conceituar exatamente o mesmo produto. Mas será que estes termos significam todos a mesma coisa? A resposta parece óbvia, mas a verdade é que os nomes não são usados de maneira correta.
O que há é uma especificação gradual dos termos. Jornalismo eletrônico, por exemplo, pratica-se desde os temos remotos em que as velhas máquinas de escrever são trocadas por “olivettis” eletrônicas. Seja de natureza analógica ou digital, o uso de aparatos eletrônicos no processo jornalístico já configura o uso do termo. O jornalismo digital é uma especificação do termo jornalismo eletrônico, porém ainda não estamos falando em jornalismo praticado na World Wide Web. E continuamos não falando quando especificamos o termo “jornalismo on-line”, que pode ser simplesmente a troca de informações entre computadores interligados em rede.
Atingimos sim o conceito correto no uso dos termos “webjornalismo” e “ciberjornalismo”, que englobam todos os termos anteriores, especificando-os. E para os que observam na nomenclatura um problema de pouca expressão para a pesquisa neste campo do jornalismo, é importante ressaltar que o primeiro passo para o entendimento científico é que todos estejam falando a mesma língua, ou se possível for, tenham os mesmos conceitos presentes na memória.