sábado, 11 de agosto de 2007

Estamos on-line, moçada

Estamos on-line, moçada!
Seguinte: para quem não sabe a que viemos, a idéia aqui é ampliarmos o ambiente da sala de aula para além da própria, exercitando a linguagem jornalística em uma perspectiva de web.
Neste sentido, muito legal a referência do Spohr ao filósofo Pierre Lévy, que estará por estes lados por ocasião do seminário Fronteiras do Pensamento e sobre quem a Zero deste sábado publicou duas páginas.
Lévy é importante para nosso propósito basicamente porque, ao lado de Jean Baudrillard, representa uma espécia de pensamento-fundadante quando o assunto é "novas tecnologias". Bueno, os dois são da filosofia e têm muito pouco a ver com o jornalismo, mas eles pensaram - de um lado de forma "integrada"; de outro, "apocalíptica", para nos valermos da categorização daquele famoso livro do Umberto Eco, com o perdão do adjetivo - teoricamente o que estava acontecendo no mundo a partir da chegada dos computadores e, mais especificamente, da internet. Há, ainda, de se falar de Virillio e Lyotard, mas minha filha quer que eu repasse o tema de biologia (socorro!), de formas que isso terá de ficar pra depois.
Por hora, indico dois livros do Lévy (estão publicados pela Editora 34): As tecnologias da inteligência e O que é o virtual? Há outros, mas estes são os mais importantes.
Abraço a todos.

4 comentários:

marcia disse...

Demétrio, parabéns pelo blog. ótima experiência. gostei muito do final do texto do Spohr. :)

entendo pouco de Lévy. mas não foi ele que disse uma vez que, com a Internet, os jornalistas não seria mais necessários, já que toda informação estaria "disponível para todos"? :(

Demétrio de Azeredo Soster disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Demétrio de Azeredo Soster disse...

Obrigado, querida.
Você tem razão quanto ao que Lévy disse sobre nosso ofício.
É aquela velha história: todo mundo acha que entende de jornalismo (e não apenas os filósofos, mas também os advogados, os médicos, os políticos, os...) Assim, estes senhores não raro perdem oportunidades gloriosas de ficarem quietos, ou de pelo menos estudar mais.

Carlos Spohr disse...

e na verdade é bem o contrário, não são todos os profissionais que devem entender de jornalismo, mas sim os jornalistas devem entender de todos os profissionais. (sic)