segunda-feira, 22 de outubro de 2007

COMO É A VIDA DE UM REPÓRTER WEB

Pesquisando pelo Google encontrei esse texto que fala sobre a vida de um repórter web.

Essa é para quem gosta ou pratica o jornalismo: uma descrição - praticamente - exata do que faz um jornalista da web. E posso acrescentar, por experiência própria, que nunca um livro retratou tão bem o dia-a-dia de um webjornalista como esse! Estou falando do “Jornalismo Digital”, de Pollyana Ferrari, da Editora Contexto.

Abaixo, seguem os parágrafos em que a autora descreve a rotina de um jornalista da web. Detalhe: o último parágrafo foi o que mais me impressionou:

“…e garanto que o sufoco on-line é muito maior do que o da mídia tradicional - TV, jornais, revistas e rádio. Várias vezes ao dia começamos uma pauta do zero e também concluímos histórias inteiras em intervalos de horas ou mesmo minutos. Você percebe que está imerso no mundo virtual quando ao dirigir seu carro em direção ao supermercado, ouve pelo rádio a notícia de um acidente com um avião na pista do aeroporto, pára o carro, liga do celular para o plantonista da redação, dita a notícia que anotou naquele bloquinho sempre à mão, indica uma visita aos sites de trânsito para verificar se a área foi isolada, pede para pôr a nota no alto da tela, olhar a concorrência e preparar uns hipertextos sobre acidentes aéreos com o resumo dos mais graves nos últimos anos. Aproveita e solicita ao designer, que domina a tecnologia Flash, para criar um infográfico animado explicando o que aconteceu. E avisa que, se o assunto crescer, é só ligar que você vai correndo para a redação.

Imagine esse tipo de situação todos os dias. Você jamais se desliga do trabalho, mesmo quando está passeando no parque em pleno domingo. É um estado de alerta permanente. É viver ‘antenado’ com tudo, seja dentro do ônibus de retorno para casa ou mesmo no chopp com os amigos no sábado à noite. Isso é ser repórter web…”

Fonte: Jornalismo Digital - Pollyana Ferrari - página 14

Aproveitando: alguém ainda quer ser jornalista da web??

3 comentários:

Elise disse...

A má notícia é "adeus 6 horas diárias"..se bem que ela nunca existiu! A boa é que os bons ficarão com seu lugar garantido. Ou seja, quem quer entrar nesta área, tem de assumir o papel de parabólica.

Demétrio de Azeredo Soster disse...

Acho que a web está sendo injustiçada, ou pelo menos levando toda a culpa. Na verdade, esta psicose pelo trabalho é muito comum entre nós, jornalistas. Façam o teste: se, ao passar por um acidente, você ficam com vontade de ligar para a redação, então está ferrado. (Pior que é bom!)

Nicole disse...

Concordo com o professor. Do meu ponto de vista a grande questão do jornalista é estar informado o tempo inteiro (mesmo que superficialmente), pois vivemos disso. Além disso, há a questão de termos a habilidade para discernir o que é notícia do que não é. Acredito que seja inerente ao jornalista "estar desligado".